segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CAPITÃO NEMO!!



EM TEMPOS DE RUÍNAS, E DESCONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE, COLOCO A IMAGEM DO CAPITÃO NEMO, HOMEM QUE PERCEBENDO A RUPTURA DA SOCIEDADE COM OS VALORES MORAIS, ISOLA-SE DO MUNDO, EM SEU SUBMARINO, COM APENAS OS AMIGOS DE CONFIANÇA...

DEPOIS DE TANTO REFUTAR, PASSEI A ENTENDER O CAPITÃO NEMO...DEIXO ESSA FRASE COMO FORMA DE REFLEXÃO..CONFESSO QUE FOI UMAS DAS MELHORES FRASES QUE JÁ LI NOS ÚLTIMOS TEMPOS...


Eu não me preocupo tanto com o que acham de mim. Quem geralmente acha, não achou, nem sabe ver a beleza dos meus avessos, que nem sempre eu revelo. O que me salva não é o que os outros andam achando de mim, mas o que Deus sabe a meu respeito. Eu só dou valor às palavras e pensamentos produtivos, construtivos, normalmente vindos de pessoas que me amam verdadeiramente."

(Pe. Fábio de Mello)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Reserva de Mercado nas Profissões.( Uma visão Econômica)






Em Economia, especificamente, ao estudarmos as estruturas de mercados, temos a oportunidade de conhecer e correlacionar essas estruturas com o mundo real. Vou ser menos técnico, para que fique mais didático esse texto.

A estrutura de mercado chamada Concorrência Perfeita, tem algumas premissas básicas, dentre elas, destaco algumas para entendermos e relacionar com o objetivo desse artigo: é um tipo ou estrutura de mercado onde existe um grande número de produtores e consumidores. Numa situação de concorrência perfeita nenhuma empresa pode, por si só, influenciar o mercado. O conjunto das empresas é quem determina a oferta de mercado, a qual interagindo com a demanda, determina o preço de equilíbrio. Independentemente da quantidade que uma empresa produz, essa empresa terá obrigatoriamente que vender a sua produção ao preço determinado pelo mercado.

Entendendo essa estrutura de mercado, agora poderemos confrontar com o objetivo do artigo. A reserva de mercado na economia,para ser objetivo tem um objetivo único: proteger determinado segmento de mercado da concorrência. Qualquer segmento que detem reserva de mercado, perde a caracteristica de um mercado concorrencial, e ganha carater monopolístico.

Então qual a relação entre Reserva de Mercado das Profissões e Estrutura de Mercado, perguntaria um leitor atento, veremos. A prática de criar associações para controlar a oferta de uma profissão e assim controlar os ganhos, remonta a idade média com as corporações de ofício. Essas práticas mantinham os preços altos porém estrangulavam a inovação do mercado e mantinham todos em uma situação mais pobre. Note atento leitor, que isso continua acontecendo nos dias atuais. Como em qualquer mercado, uma concorrência menor faz com que a qualidade do produto caia e seus preços subam.

Como já foi dito acima, diminuir a competitividade de um mercado raramente se reflete em aumento de qualidade. Com a obrigatoriedade do diploma, faculdades podem passar a valorizar mais o canudo do que passar conhecimentos que de fato tornarão o estudante um profissional melhor. Isso também estimula o já inchado mercado de cursos de qualidade duvidosa a despejará profissionais menos qualificados todo ano. Prova disso, é a última prova da OAB( Ordem dos Advogados do Brasil), apenas 4% dos inscritos foram aprovados, e a grande maioria os 96%, não estudaram nada durante os cinco anos de graduação, ou, essa prova ou regulação de mercado é apenas um meio de monopolizar a oferta e assim manter uma situação monopolistica de mercado.

Se temos faculdades incapazes de produzir um número razoável de bacharéis aptos ao exercício da profissão, eis que 96% por cento dos seus egressos são considerados ineptos, então temos diante de nós um escândalo colossal, da magnitude de bilhões de reais, dignas de provocar o impeachment da presidente e do seu ministro da educação.

Imaginem se essa cartelização adentre outras profissões, como um músico por exemplo: um sujeito que tem múltiplos talentos e o "dom" da voz, dos instrumentos, fique sem exercer sua profissão, por não possuir um simples diploma de música, ou, uma carteira que nada atesta sobre sua qualidade. Teríamos que ouvir, sujeitos péssimos, e sem qualidade, pelo simples fato de possuir uma carteira profissional.

Há conselhos que cobram R$ 400,00 por ano de uma categoria que possui 500 mil profissionais! Convenhamos, R$ 2 bilhões anuais, "tax free", é uma receita razoável...

O que existem, sim, são os monopolios de direito, que por isto mesmo, de fato se tornam. Em outras palavras, o monopólio tem como se sustentar quando funciona sob a proteção do estado, como por exemplo, são os próprios atuais advogados aqueles que decidem quantos e quais serão os novos concorrentes, sem que a população tenha como interferir de alguma maneira.

Outro exemplo prático, um operador de bolsa de valores, a grande maioria não são Economistas, e certamente, a maioria entende mais de mercado de ações e futuros, do que muitos Economistas.Se houvesse, reserva de mercado nesse segmento, péssimos operadores de bolsa de valores, mas protegidos por carteiras profissionais, iriam colocar no mercado profissionais medíocres e despejar ao desemprego exímios profissionais.

Enfim, vamos deixar o mercado julgar as nossas competências técnicas. Perder o medo da concorrência e acabar com o protecionismo exagerado. Como acontece na música, nos serviços de eletrônica, nos medicamentos, entre outros.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Reflexões oportunas...

"Deve o cidadão, ainda que por um instante, ou no menor grau que seja, entregar sua consciência ao legislador? Então por que todo homem tem uma consciência? Penso que devemos ser, antes, homens, e só depois súditos. Não é desejável cultivar o respeito pela lei, e sim pelo que é certo. A única obrigação correta de se assumir é a de fazer a todo o momento aquilo que se considere correto." ( Henry David Thoreau (1817-18620 )

Resistir à lei não é afirmar a inexistência de leis, e sim a existência de uma lei superior à do estado, que, como qualquer autoridade, pode usar o poder de forma injusta ou incompetente. É direito, ou até dever, de todo indivíduo, combater o mal, ainda que legalmente instituído. Há um princípio do direito natural que nunca será apagado do coração dos homens: "a lei injusta não é lei". Vivemos num país de leis injustas. Leis que impedem um homem de trabalhar, de abrir seu negócio, de consumir aquilo que precisa para viver, de possuir o fruto do próprio trabalho; todas elas prejudicam, e muito, a sociedade como um todo, beneficiando apenas grupos de interesse que não precisam de, e nem merecem, benefício algum. Imaginem se fôssemos seguir à risca nossas leis trabalhistas; dá para imaginar o tamanho do desemprego? Podemos responder ao crescimento sem precedentes das leis injustas pelos caminhos previstos na lei; mas lembremos de Thoreau: "Quanto aos meios que o estado oferece para remediar os males, não quero saber. Tomam muito tempo, e a vida de um homem terá acabado. Tenho mais o que fazer. Vim para este mundo não para torná-lo um bom lugar de se viver, e sim para viver nele."

Em tempo que os julgamentos tomaram conta do mundo, sempre é bom recorrermos a nossa consciência, validando internamente o que é correto ou não.

Robson Miranda.

Tenho saudade de mim ( Maravilhoso Texto)




Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo


Estava a ler o texto de Adauto Novaes (nosso filósofo sem torre de marfim) sobre a preguiça - tema de seu seminário/livro atual. Na realidade, são estudos sobre a lentidão, neste mundo cada vez mais veloz. E, aí, tive saudades da calma, do princípio, meio e fim, tive saudade das "geladeiras brancas e dos telefones pretos", das manhãs, tardes e noites, separadas pela luz que se coloria do rosa ao negro e se apagava aos poucos, tive saudade das mortiças casas de família, até da infelicidade de antigamente - de novela de rádio -, de lágrimas furtivas, dos casais com olhos sem luz, depois de casamentos esperançosos com buquês arrojados para um futuro que ia morrendo aos poucos.

Estou com saudades de tudo. De mim, inclusive. "Saudades" ou "saudade"? Tenho saudade (s) de meu velho professor de português, magrinho, irritadiço e doce, Luis Vianna Filho, que me bradava: "O senhor não tem acento circunflexo!", apontando meu nome que meu avô árabe registrara "Jabôr". E continuava: "Jabor é o certo. A única palavra dissílaba da língua terminada em "or" que tem circunflexo é "redôr", para diferenciar de "redor, em volta de", pois redôr é o pobre-diabo que fica puxando o sal nas salinas, com um rodo".

Lembrei-me dos miseráveis "redôres" de Cabo Frio, lembrei de minha juventude quando achei, por acaso, uma velha fotografia de jornal, em preto e branco, da passeata dos Cem Mil em 1968 na Cinelândia. No meio da multidão da foto, vi emocionado um pequeno rosto granulado - eu mesmo, ali, sentado no chão, ouvindo os discursos de Vladimir Palmeira e (talvez) de Dirceu -, bonito, cabelo longo, hippie guerreiro.

Tive uma nostalgia do passado até com a recente "reprise" de José Dirceu na mídia como poderoso chefão dos soviéticos que, aliás, aproveitaram os últimos escândalos para reciclar o lixo bolchevista de "controlar a Imprensa". (Eles não desistem). Fiquei nostálgico porque Dirceu era também uma sobrevivência do passado em minha vida. E tive uma bruta saudade da utopia. Sempre critiquei o Dirceu porque ele, do passado em preto e branco, tinha querido invadir o presente com uma subversão regressista, que poderia nos jogar de volta a um tempo morto. Muito mais do que os milhões desviados do "mensalão", critiquei-o ideologicamente, porque ele liderava uma tendência, viva ainda hoje, de se "tomar o Estado", "desapropriando" o dinheiro público pelo "bem do povo". Dirceu caiu por uma tentativa que mais uma vez falhou, em nossa esquerda de trapalhões, como foi em 63 ou em 68, no Congresso de Ibiúna.

Mas, mesmo assim, fiquei com saudade de mim mesmo. Tenho saudade de mim ali, com o rosto cheio de esperança na passeata, achando que mudava a história e que o mundo era fácil de mexer.

Como eu gostaria de explicar aos jovens de hoje o que era a infalível "certeza" daquela época remota, o que era a delícia de viver sentindo-se no "bom caminho", na "linha justa", salvando o futuro. Hoje, ninguém sabe o que era o sentimento de harmonia, de totalidade, em um mundo fragmentado e frio. Hoje, os meninos vivem em galáxias de informações, quando não há mais lugar para "A Verdade". Os jovens que nascem no grande deserto virtual não sabem que vivíamos num rio que corria para o futuro, em direção a uma felicidade completa, com lógica, com Sentido. Tenho saudade do futuro que hoje se espraia como uma grande enchente suja, sem foz, um deserto sem ponto final. Hoje sabemos que não há mais futuro nem chegada - só caminho.

Tenho saudade do amor da juventude, da minha namorada comunista - nós dois no sofá-cama do "aparelho" clandestino do PCB em Copacabana, o sofá-cama rasgado, com a mola aparecendo, onde nos amávamos antes da reunião da "base" com medo que chegasse o supervisor, um "camarada" com um doce nariz de couve-flor rosado e tristes sapatos pretos com meias brancas, que nos falava, melancólico, do imperialismo norte-americano. Tenho saudades dela, linda, corajosa, no apartamentinho com o cartaz dos girassóis do Van Gogh e uns livros da Academia Soviética, numa prateleira sobre dois tijolos.

Para nós, comunas, até a morte era pequena, como nos ensinava o camarada de nariz rosado: "O marxismo supera a morte, pois uma vez dissolvido no social, o indivíduo perde a ilusão de existir como pessoa. Ele só existe como espécie. E não morre!" E eu, marxista feliz, sonhava com a vida eterna...

Tenho saudade das madrugadas cheias de esperança, as madrugadas políticas, a boemia de esquerda, soldados de uma guerra imaginária. Meu Deus, como eu era importante, como me senti útil quando ajudei um pouco a luta armada, quando levei no meu fusca um casal de feridos sangrando no banco de trás, até um "aparelho", quando o líder da célula pegou o volante e eu fui ao lado, de olhos fechados para não saber onde estávamos - se bem que espreitei pela fresta das pálpebras e vi o casal mancando em direção a um prédio. Tenho saudades dessa trágica solidariedade, mas tremi nesse dia, pois comecei a entender que não havia apenas um deserto à nossa frente, mas uma avalanche de obstáculos imensos e que íamos acordar de um sonho para um pesadelo. Entendi que éramos fracos demais para moldar a realidade e que a vontade não bastava, pois as coisas comandavam os homens e a vida tem um curso próprio e misterioso. Entendi que ser político e lutar pelo futuro exige vagar e respeito pela insânia do mundo e que a tragédia é parte essencial da vida e que tentar saneá-la pode levar-nos a massacres piores. Entendi que luta política se faz com humildade e que só a democracia é revolucionária no Brasil. Fora isso, é o desastre. Mas, tenho saudade da mistura de poesia com revolução que era nossa vida, tenho saudade desse narcisismo onipotente e inocente, tenho saudade da esperança e da ilusão.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ortega y Gasset, in 'O Que é a Filosofia?'

Não basta a agudeza intelectual para descobrir uma coisa nova. Faz falta entusiasmo, amor prévio por essa coisa. O entendimento é uma lanterna que necessita de ir dirigida por uma mão, e a mão necessita de ir mobilizada por um anseio pré-existente para este ou outro tipo de possíveis coisas. Em definitivo, somente se encontra o que se busca e o entendimento encontra porque o amor busca. Por isso todas as ciências começaram por ser entusiasmos de amadores. A pedanteria contemporânea desprestigiou esta palavra; mas amador é o mais que se pode ser com respeito a alguma coisa, pelo menos é o germe todo. E o mesmo diríamos do dilettante - que significa o amante. O amor busca para que o entendimento encontre. Grande tema para uma longa e fértil conversa, este que consistiria em demonstrar como o ser que busca é a própria essência do amor! Pensaram vocês na surpreendente contextura do buscar? O que busca não tem, não conhece ainda aquilo que busca e, por outra parte, buscar é já ter de antemão e conjecturar o que se busca.
Buscar é antecipar uma realidade ainda inexistente, preparar o seu aparecimento, a sua apresentação. Não compreende o que é o amor quem, como é habitual, se fixa somente no que desperta e desfecha um amor. Se o amor por uma mulher nasce pela sua beleza, não é a complacência nessa beleza o que constitui o amor, o estar amando. Uma vez desperto e nascido, o amor consiste em emitir constantemente como uma atmosfera favorável, como uma luz leal, benévola, em que envolvemos o ser amado - de modo que todas as outras qualidades e perfeições que nele haja poderão revelar-se, manifestar-se e nós as reconheceremos. O ódio, pelo contrário, coloca o ser odiado sob uma luz negativa e só vemos os seus defeitos. O amor, portanto, prepara, predispõe as possíveis perfeições do amado. Por isso nos enriquece fazendo-nos ver o que sem ele não veríamos. Sobretudo, o amor do homem pela mulher é como uma tentativa de transmigração, de ir para lá de nós mesmos; inspira-nos tendências migratórias.

Ortega y Gasset, in 'O Que é a Filosofia?'

Valor Econômico.

A realização das Olimpíadas de 2004 foi determinante para a crise da Grécia? Quando se imagina que hoje cada cidadão grego tem uma parcela de aproximadamente US$ 45 mil na dívida do país, é quase inevitável especular o quanto que os gastos desenfreados para viabilizar os Jogos de Atenas ajudaram para cavar o buraco atual. E, apesar de a resposta para a pergunta inicial ser não, um exame da aventura olímpica dos gregos serve para ilustrar por que hoje o país está à porta da União Europeia e do FMI com o pires na mão.

O roteiro percorrido de 1997, quando a cidade foi escolhida como sede, até 2004 traz pelo menos duas semelhanças com a organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro e, ao que tudo indica, com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016: explosão no orçamento inicial e atrasos nas obras. Até hoje, sete anos após o término dos Jogos de Atenas, não existe um consenso sobre qual foi o valor total gasto.

Em 1997, autoridades gregas e o Comitê Olímpico Internacional estimaram um custo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão. No final de 2004, o então ministro das Finanças da Grécia, George Alogoskoufis, disse que a conta bateu em US$ 11,9 bilhões. Em entrevista ao "The Times" londrino em 2009, um ex-integrante do governo, falando anonimamente, disse que o custo foi superior a US$ 17 bilhões. Mas, com a falta de transparência sobre os gastos, há quem estime que o país torrou 20, 25 ou até 30 bilhões de euros.

"No fim, os Jogos não são uma causa fundamental para a dívida grega. Mas talvez o país não devesse ter aceitado fazê-los, porque houve um gasto significativo de dinheiro", diz ao Valor Spyros Economides, professor da London School of Economics.

Victor Matheson, professor de economia na College of the Holy Cross, em Worcester (EUA), e autor de vários estudos sobre o impacto econômico de grandes eventos esportivos, julga que "as Olimpíadas certamente são um reflexo dos problemas que o país como um todo enfrenta".

"Neste momento, a dívida da Grécia em proporção ao PIB é de aproximadamente 110%. As Olimpíadas acrescentaram cerca de cinco pontos percentuais nisso. Assim, em termos de tamanho total, os Jogos são uma pequena parte do problema. Contudo, eles levaram a gastos perdulários que não foram pagos e que talvez tenham reiniciado o hábito da Grécia de gastar em excesso", diz.

Para Jason Manolopoulos, autor do livro "Greece's Odious Debt", recém-publicado nos Estados Unidos e no Reino Unido, as Olimpíadas são "apenas mais um exemplo de má administração, corrupção, clientelismo e pensamento de curto prazo."

No ano passado, o ex-ministro dos Transportes Tassos Mantelis admitiu em depoimento ao Parlamento grego ter recebido propina de US$ 120 mil em 1998 da Siemens. A empresa alemã é suspeita de subornar autoridades gregas para vencer concorrências para equipamentos de segurança empregados na vigilância dos Jogos.

Segundo a revista alemã "Der Spiegel", também a operadora de ferrovias Deutsche Bahn possivelmente recorreu a subornos para ganhar a concorrência de um contrato do metrô de Atenas.

Além da corrupção, os Jogos também forneceram exemplos de ineficiência, má administração e planejamento falho. Houve atrasos nas obras, o que obrigou gastos extras para terminá-las em tempo. E, hoje, várias das instalações construídas para abrigar as competições estão abandonadas. O pior, no entanto, é que as despesas continuam correndo. No ano passado, a imprensa grega revelou que a agência criada para administrar a Vila Olímpica vem aumentando desde 2006 o seu número de funcionários, contratando profissionais como designers gráficos, especialistas em comunicação e psicólogos.

Após a amarga experiência olímpica grega, Manolopoulos e Economides apontam algumas lições para o Brasil. "Um projeto de infraestrutura, como o do metrô, vale mais do que uma cobertura luxuosa para um estádio", diz Manolopoulos. "O principal é manter os custos tão baixos quanto possível, e não ser extravagante, fazendo construções que serão inúteis. Creio que está ficando cada vez mais difícil justificar para um contribuinte porque se deve promover esses Jogos se eles vão custar uma soma fenomenal de dinheiro", completa Economides.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

É isso que vocês querem?





Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há séculos. Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto:

- Oswaldo, sua bichona! Quanto tempo!!!!

E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Oswaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

- Você vai pra delegacia! - Disse o policial que costuma frequentar o mercado.

Eu sem entender nada perguntei:

- Mas o que que eu fiz?

- HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande
homossexual.

Nessa hora antes mesmo de eu me defender o Oswaldo interferiu tentando argumentar:

- Que isso doutor, o quatro-olhos aí é meu amigo antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!!

- Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?

- Isso doutor, é coisa de criança!

E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Oswaldo:

- Então você tá detido também.

Aí foi minha vez de intervir:

- Mas meu Deus, o que foi que ele fez?

- BULLYING! Te chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola.

Oswaldo então se desesperou:

- Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-pato chegando perto da gente com 2 quilos de alcatra na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Oswaldo algemado já chegou falando:

- Que porra é essa negão, que que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO.

Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Relatos...

Lendo a biografia de José Osvaldo de Meira Penna, retiro um trecho muito especial e que pode responder a muitos, mesmo que embora pequeno e humilde seja esse espaço na internet, o prazer e a felicidade que é ESCREVER....

...."Não que devamos esquecer a observação algo cínica de Henri de Montherlant, segundo a qual "não se alimentam os escritores de carne ou frango, mas exclusivamente de elogios". A publicidade e o reconhecimento são apenas justas compensações. Não deveríamos colocá-las no início da refeição, pois são apenas hors d´oeuvres... A substância vem depois do banquete. Escrevemos de fato, quando autênticos, tanto para os outros quanto para nós mesmos. Ao salientar o valor especial da atividade expressiva pela palavra escrita, que se recorde a frase profunda de Saint-John Perse, aplaudido poeta que, durante muitos anos e sob seu verdadeiro nome de Alexis Léger, foi diplomata, Embaixador e Secretário Geral do Quay d'Orsay. Prêmio Nobel de literatura, afirmava Saint-John Perse que a resposta adequada, quando alguém pergunta: "Por que V. escreve?", deve ser a mais breve possível: "Para melhor viver"... À la question toujours posée: "Pourquoi écrivez-vous?", la réponse du poète sera toujours la plus brève: "Pour mieux vivre". Perse alimentava uma visão trágica da vida e compreendo suas angústias. Outro grande poeta francês, talvez o mais eminente do século XIX, Charles Baudelaire, igualmente atormentado por seus fantasmas de volúpia, depressão e morte, explicava: "il faut travailler, sinon par goût, au moins par désespoir, puisque, tout bien vérifié, travailler est mon ennuyeux que s´amuser"... Que o trabalho seja uma maneira de escapar do tédio e da angústia, sobretudo o trabalho intelectual, é bem conhecido dos deprimidos. Não só a tarefa do escritor mas o simples prazer da leitura. Afirmava Montesquieu jamais haver sofrido algum tormento que uma hora de boa leitura não houvesse sarado..."

..."Neste contexto, uma frase de Graham Greene é igualmente relevante: "Escrever é uma forma de terapia". O romancista inglês e personalidade polêmica cuja obra, em certa época, me fascinou, acrescenta em Ways of Escape: "Às vezes me pergunto como é possível que aqueles que não escrevem, compõem ou pintam conseguem escapar da loucura, da melancolia, do medo pânico, inerente à situação humana". ( Biografia de Meira Penna)


"A menos que se seja um cretino, morre-se sempre na completa incerteza de seu próprio valor e do valor de sua obra". (Flaubert)

Robson Miranda.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pensando no Fetiche Brasileiro, por Robson Miranda.




Todas as atenções estão concentradas nesse momento no "dragão inflacionário" que volta a emergir. Vamos começar a desvendar a mentirada que o governo começa a relatar nas declarações, do presidente do Banco Central e na pessoa do Ministro da fazenda.

Com muito empenho político e desgaste popular o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, conseguiu colocar em prática um projeto econômico, que como um "tsunami" conseguiu eliminar a cultura inflacionária que outrora vinha arruinando o poder de compra de todos os brasileiros.

Entendendo ou não, concordando ou não, deve-se creditar a importância vital que as medidas do governo tucano, impactaram e surtiram os efeitos ultra positivos na Economia Brasileira. As privatizações, embora contestadas e muito mau feitas, tiraram o peso do estado de ter que sustentar estatais deficitárias e falidas, que funcionavam como cabides políticos e fonte de desvio de verbas.

Outro fator importante foi a tomada de política monetária como fator de controle inflacionário. Todas as medidas adotadas, até o Plano Real foram pautados em políticas fiscais, ou seja, aumento dos gastos governamentais.


A política cambial, sempre relegada ao ostracismo e apegada ao pensamento mercantilista dos governantes, fazia com que a moeda permanecesse sempre desvalorizada, como forma de incentivo as exportações, o que sempre gerou inflação devido as empresas brasileiras sempre monopolísticas e detentora de grande parte do mercado, regulavam os preços de forma severa.






Então, cultou-se o grande vilão e avatar da economia brasileira: a valorização do Real. Para os iniciantes em Economia, uma desvalorização da moeda incentiva e barateia nossas mercadorias no mercado externo, o que aumenta nossas exportações.A valorização do Real, o contrário acontece. Ótimo, não? Até esse ponto sim, o grande problema é que precisamos de bens de capital para suprir nossa carência em tecnologia, em equipamentos, produtos, ou seja, aquilo que melhora drasticamente nossa indústria e nos torna mais competitivo no comércio internacional.

Todos devem estar se perguntando, se o autor do artigo é contra o aumento das exportações, que aumenta o emprego , a renda, alavanca todas as variáveis reais da economia, e a minha resposta é sim, sou contra essa política simplista de desvalorização da moeda para incremento da economia, visto que somos meros exportadores de produtos de baixo valor agregado, as famosas commodities(feijão, arroz, carne, algodão, cacau, milho, ferro, laranja, soja), que absorvidas pelo mercado externo são agregadas de valor e assim nós volta como: chocolate suíço, roupas de grandes grifes, equipamentos siderúrgicos de última geração, remédios entre outros.

Essa é minha dúvida, meu questionamento. Nossa indústria vem batendo recordes. No ano passado, o crescimento da produção industrial, superior a 10%, foi o maior em 25 anos. O número de empregos criados no setor foi o mais elevado da história, assim como o percentual de empresas que pretendem contratar mais trabalhadores neste ano. Cresceu também o volume de investimentos. Nosso setor manufatureiro passou de oitavo a sexto maior do mundo, ultrapassando França e Reino Unido. Em 2000, nossa indústria era apenas a décima do mundo.

A participação dos produtos industrializados importados no mercado brasileiro está aumentando e nosso volume de exportações caindo. Hoje, excluindo-se veículos, ele é 25% menor do que há três anos. Além disso, nos últimos oito anos, o varejo cresceu mais do que a indústria em todos os anos. Entretanto, as razões dessa disparidade de desempenho são muito mais complexas e profundas do que a simples queda do dólar.

O volume de exportações brasileiras para os EUA, nosso principal destino externo para manufaturados, foi no ano passado 36% inferior ao período anterior à crise. Nossas exportações para Japão e Europa também ainda não retornaram aos patamares pré-crise. Reflexo de uma brutal contração de consumo por lá e forte expansão por aqui, levando nossa indústria e a deles a redirecionar produtos para o mercado brasileiro. Enquanto isso, nossas exportações para a China – o país que mais cresce no mundo e principal importador de nossas matérias-primas – aumentaram 77% apenas em quantidade desde a crise, sem falar no ganho de preço. Em resumo, menores exportações de industrializados para países ricos e maiores importações de lá não refletem nossa fragilidade, mas a deles.

Como a valorização da taxa de câmbio foi apontada como a causa das dificuldades da indústria, o governo vem adotando medidas para limitá-la. Uma delas vem sendo um colossal acúmulo de reservas internacionais – uma espécie de seguro contra crises –, que nos últimos oito anos se multiplicaram quase por dez.

Nos últimos quatro anos, os investimentos públicos em infraestrutura cresceram mais de 50% em termos reais. Ainda assim, desde 2009, gastamos mais com a manutenção de nossas reservas do que com estradas, aeroportos, ferrovias, portos que tornariam o País mais competitivo. Além de investir mais, se gastasse menos com as reservas, o governo poderia reduzir impostos, estimulando nossa produção e consumo.

Vamos acabar com esse fetiche, e realizar urgente as reformas estruturais que estamos precisando.

Robson Miranda.

sábado, 30 de abril de 2011

Caráter você tem?





De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

Talvez essa seja a citação de Ruy Barbosa mais utilizada nos dias de hoje. Isso é uma indicação inequívoca de que a sociedade brasileira está doente. Entretanto, embora convencido de que nossa sociedade esteja doente, não posso aceitar a conclusão de que a permissividade social corromperá os homens de convicção.

Em outra citação de Ruy Barbosa, essa não tão popular, pode-se constatar que ele compartilhava dessa mesma visão: As leis são um freio para os crimes públicos, a religião [valores morais] para os crimes secretos. Qual dos dois Ruys se aplica ao fato relatado pela mídia?:

Motorista que perdeu casa na tragédia da Região Serrana encontra R$ 74 mil em ônibus e devolve ao dono

O motorista de ônibus Joilson Chagas, que perdeu a casa nas chuvas que castigaram a Região Serrana em janeiro, encontrou R$ 74 mil em seu veículo e devolveu ao dono. “Cheguei e vi um pacote enrolado com um papel e um celular. Tirei, botei em cima da poltrona e verifiquei que era dinheiro. Muito dinheiro. Peguei, desci do carro e falei: 'meu Deus, o que é que eu faço?'. É tentador” - admitiu o motorista ao telejornal 'Bom Dia Rio'. ...

- Ele disse que tinha perdido um documento no Centro do Rio. Eu perguntei o que era e vi que tudo o que ele tinha perdido estava comigo, dentro do ônibus. Eu perguntei se o celular dele era o que estava comigo e ele entrou em desespero. Acho que imaginou que eu estava com o dinheiro dele. Chamei ele num canto, conferi identidade, a passagem, tudo foi confirmado e fiz a devolução - lembra Joilson.

Viva! O Ruy da segunda citação está correto. Para confirmar a convicção do Sr. Chagas, o beneficiário de sua ação tentou recompensá-lo com dois mil reais e ele não aceitou: O dinheiro não era meu. É bom ficar com o que é nosso.

Entretanto, não podemos descartar o Ruy da primeira e mais popular citação:

Bom exemplo de motorista que devolveu R$ 74 mil ao dono vira motivo de chacota

O bom exemplo do motorista Joilson Chagas, ... virou motivo de chacota de alguns colegas. Ele lamentou que, enquanto descansava no dormitório da empresa, em Nova Friburgo, jogaram o seu crachá no vaso sanitário e escreveram na parede do banheiro "Chagas otário".

Como se depreende da reação de seus colegas, uma grande maioria agiria como previsto pelo Ruy da primeira citação. Isso não deve nos desanimar. Em qualquer sociedade poucos são os homens e mulheres de convicção. Todavia, esses são os que mudam os destinos da humanidade. Entretanto, convicção não se adquire no armazém da esquina, ou como diriam os mais jovens, no Shopping Center. Ela nasce em ambiente familiar no qual os pais assumem total responsabilidade pela educação de seus filhos, e passa por provas de consolidação na Escola.

Somos excessivamente carentes de homens e mulheres de convicção e sabemos o porquê. É preciso reduzir essa carência para que nossos netos achem normal a ação do Sr. Chagas.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Para quem não é Economista.





Os principais veículos de comunicação no Brasil informam: "Os preços dos combustíveis são os grandes "vilões" da aceleração da Inflação", Certo?. Mas, os mesmos ao tentarem explicar os motivos, omitem o fator preponderante para tal fato, de que o Estado é o grande vilão.

Para quem não estuda Economia, vou tentar mastigar, eu não gosto de fazer isso, sou extremamente técnico, mas devido às grandes discussões que venho me envolvendo com as pessoas nos lugares, vou explicar de forma bem didática o caso.


Nossa produção de petróleo hoje já consegue abastecer toda a demanda nacional e ainda mais já somos exportadores do ouro negro, certo? Sim, mas pergunta-se porque se olharmos a trajetória dos preços dos combustíveis durante os últimos 20 anos, a trajetória sempre foi ascendente? Já que ficamos auto-suficientes a tendência é que esses números mostrassem uma realidade inversa.

Na Venezuela, pasmem o preço da gasolina é U$ 0,45, nos Estados Unidos U$ 0,98, no Japão U$ 0,90, Alemanha $ 1,60 e assim vai. Pergunta-se o motivo da gasolina no Brasil ser R$ 3,10/litro? Ora bolas, caçarola se conseguimos atender a demanda interna com nossa produção, porque o preço não para de subir? Sim, a resposta é que 45% da composição é de Etanol, isso não justifica porque quando o mesmo custava R$ 0,80, os valores continuavam crescentes.

Assim como o médico quando atende um paciente, receita alguns remédios e cuidados, como Economista posso assegurar um diagnóstico seguem algumas:

- Quebra do Monopólio da Petrobras, estimulando a concorrência conseqüentemente mais empresas, menores preços para angariar clientes;

- Fim da Reserva de Mercado ( Reserva de Mercado é um mecanismo que o Estado proíbe que qualquer outra empresa importe determinado bem, serviço) ou seja, abra-se para Shell, Britsh, Exxon, Texaco, não só comercializarem, mas sim explorarem e beneficiarem petróleo, acabar com o fim da Transpetro, Br Distribuidora que gozam de regalias por serem estatais.

- Diminuição da Carga Tributária sobre os combustíveis ( menos impostos), pois impostos indiretos, geralmente, são pagos pelos consumidores;

- Proibição dos Cartéis com multas e severas sanções aos que praticarem, aos donos dos Postos de Combustíveis,

- Participação maior de Tecnologia Estrangeira para aumento do nosso aparato técnico, e desenvolvimento de tecnologias inovadoras.


Esta é a receita econo-médica, agora o que o paciente teimoso e mentiroso ( Estado) vai fazer ou não, é outra coisa. Certamente, ele não vai seguir as receitas e conseqüentemente vai enganar as pessoas novamente.

E assim vai, depois todos culpam o pobre do MERCADO ( interação livre entre oferta e demanda de bens e serviços) pelo preço abusivo, e esquecem que o grande causador de tudo é o Estado.


"Nem todo mundo é burro", já disse a honesta e miserável senhora que entrou no Palácio do Planalto , para cobrar as falaciosas promessas de campanha do PT. Larguem de frescura, vamos estudar e formar opinião.


Com o atraso das reformas estruturais e das privatizações, o Brasil fica longe de realizar seu potencial. Poderia tornar-se um tigre e se comporta como uma anta... ~ Frase de Roberto Campos


Por Robson Miranda.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Replubicação....







O homem de palavra fácil e personalidade agradável raras vezes é homem de bem." (Confúcio)


Agradeço aos benévolos amigos por sempre terem aceito em sua grei uma personalidade controvertida.

Já dizia Shakespeare: "O ser fiel a si mesmo pode, naturalmente, incomodar uma quantidade ponderável de pessoas e de grupos."

Estou inspirado a falar como nosso mestre Jesus Cristo, falando por parábolas mas, para quem tem feeling e pensamento aguçado consegue interpretar o sentido das palavras professadas.


Ao recorrer a uma opinião de um dileto amigo, ele me aconselhou: você precisa ser um administrador de um belo sorriso, não diria falso, mas se camuflar perante as adversidades e do não gostar.

Saí desanimado. A receita era altamente idiossincrática. Funcionava para o dileto amigo, proprietário de carisma e inquilino do exótico. Seria desastre certo para um conservador tipico inglês e encabulado tecnocrata. Sempre preferi a diligência das formigas à displicência da cigarras.

Mas, sempre vou agir como os mulçumanos que descalçam suas sandálias na porta da mesquita, para não contaminá-la com a poeira, o barro e o estrume das ruas.

Homem superior é aquele que começa por pôr em prática as suas palavras e em seguida fala de acordo com as suas acções.
(Confúcio)


Posso até perder "amigos", mas a sinceridade me faz ganhar IRMÂOS para a eternidade.

Ahh e DIGA NÃO AS DROGAS!!

Beijos no Coração....

Robson Miranda...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Análise da Páscoa.

Tempos atrás havia um programa de tevê, desses dominicais, em auditório, no qual uma pessoa, previamente escolhida para aquela extraordinária oportunidade, era convidada a fazer, às cegas, uma série de escolhas. No desenvolvimento do programa, sem o saber, ela ia trocando, ou não, uma casa por um pé de couve, um pé de couve por uma geladeira, uma geladeira por cem mil reais e assim sucessivamente. Quem assistisse o programa torcia pela infeliz que, na maior parte das vezes, ia fazendo péssimos negócios sem o saber.

Maus negócios nos atingem o âmago do ser. É por isso que muitas profissões valem-se desse sentimento para promover a atividade a que se dedicam. "Não faça nada errado, consulte um advogado" (hoje em dia, diante de sentenças esquisitas que andam por aí, é melhor consultar direto o juiz, mas esse é outro artigo). "Construa certo, contrate um arquiteto". Há todo um marketing mobilizando as energias do interesse próprio e o natural anseio de não cairmos em esparrelas que nos prejudiquem. Nada há de errado em querer fazer bons negócios. Milhões deles são selados todo dia, mundo afora e, na sua quase totalidade, são bons porque correspondem à conveniência das partes. Aliás, é assim, sobre bons negócios, que se move a roda da economia, ao passo que as sub-primes da vida, os esbanjamento dos recursos, as trocas desvantajosas e coisas que as valham, atolam a prosperidade social no barro das espertezas, dos equívocos, das ganâncias desmedidas e dos bem medidos prejuízos.
Ao longo de nossa vida vamos fazendo, também, negócios de outro tipo. Assim, por exemplo, trocamos ou não horas de lazer por horas de estudo. Horas de trabalho por remuneração desse trabalho. O uso mais prazeroso do nosso dinheiro por plano de saúde e aposentadoria. Certos prazeres da liberdade por amor e estabilidade conjugal e familiar. Exercícios físicos e alimentação menos atraente por saúde e longevidade. E assim por diante, vida afora. Quando fazemos opções erradas, selamos maus negócios e ficamos com incontornável dano.

Pois bem, o que vale para os planos material e moral, vale igualmente para o espiritual. Também nele fazemos opções que podem redundar em bons ou em maus negócios. E o dia de hoje talvez nos forneça o melhor exemplo do que estou afirmando. Estamos no domingo de Páscoa, no domingo da Ressurreição do Senhor para os cristãos e para a tradição do Ocidente, onde é a maior festa religiosa. São Paulo dizia: "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé". Na Ressurreição metemos o pé no estribo para a vida eterna. É nela que vencemos o aguilhão da morte. E eu não convivo de modo saudável com a ideia de que a morte, ao fim e ao cabo, seja a grande e definitiva vitoriosa sobre tudo e sobre todos.

Faz um péssimo negócio, portanto, quem troca por coisas perecíveis os preciosos tesouros da fé - a Páscoa por chocolate, Cristo por um coelho, o Natal por um iPad e o menino Jesus por um Papai Noel de shopping. Tudo isso é muito pitoresco e atraente, mas passa longe da essência da celebração, do mesmo modo que os balões e os "brigadeiros" estão na festa, mas não são a festa. Quem faz esse tipo de negócio fica como o sujeito do programa de auditório, afundado em inconscientes transações. Feliz Páscoa, então!

Por, Percival Puggina.

sábado, 23 de abril de 2011

Napoleão Bonaparte.





Admiramos os homens pelo que eles representam para nós, e nesse quesito eu confesso que sou um fã declarado de Napoleão Bonaparte, o que ele representa em termos de estilo de vida, determinação, auto confiança e sucesso, acho que poucos nesse mundo conseguiriam obter uma grandiosa vida.

Não esse Napoleão que é narrado em filmes de quinta categoria, ou em toneladas de livros e contos mirabolantes, quem quiser conhecer a sua vasta obra terá que estudar exaustivamente e ter paciência para traduzir, ( rsrs) via google, milhares de papeladas escritas pelo mesmo, em francês. Sendo assim, poderemos conversar e refutar sobre a obra deste monstro sagrado.

Como disse certa vez...." A história é monte de mentiras juntas..."....

Conhecer Napoleão é inebriante, instigador, uma luz....

Seguem algumas pérolas do grande Imperador...

"Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo fundamos impérios, mas à base de que firmamos as criações do nosso gênio? À base da força. Só Jesus Cristo fundou seu reino à base do amor, e até hoje milhões de homens morreriam por ele." ( NB)

"O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguires o que desejas."

"Sabei escutar, e podeis ter a certeza de que o silêncio produz, muitas vezes, o mesmo efeito que a ciência."

"O homem superior é impassível por natureza: pouco se lhe dá que o elogiem ou censurem - ele não ouve senão a voz da própria consciência."

Nada supera o talento.

Refutem coiotes.!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Amigo.





Hoje é o dia do Amigo(dia do amigo é todo dia), e isso me deixou nostálgico. Estou lembrando aqui de todos os meus amigos, não esquecendo nenhum. Posso afirmar que sou muito feliz e rico, eu tenho grandes amigos.


Fernando Pessoa já dizia...."Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!

A amizade é muito mais trágica que o amor dura muito MAIS!


Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas! ( Machado de Assis)

Diz uma lenda que....

Um dia dois viajantes dera de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingui-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:
_O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
_Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

Moral da história:
A desgraça põe à prova a sinceridade e a amizade.

(Esopo)

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

Que a subordinação a Deus se manifeste em um compromisso sincero de nos convertermos em pessoas melhores, e de defender com afinco nossos princípios e valores, esse é o meu desejo a todos os meus amigos.


Robson Miranda.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A família é a célula fundamental da sociedade.





O casamento é uma instituição que predata a civilização, ordenada por Deus e exclusiva a um homem e uma mulher, que recebem a responsabilidade de procriarem a raça humana e cuidarem, educarem e passarem adiante valores e costumes comuns à sua prole. Redefinir o casamento pra incluir casais do mesmo sexo é roubar o casamento de um componente essencial, a saber, a capacidade e a obrigação de procriar. Isto tornaria o casamento sem sentido e o abriria a uma revisão e redefinição sem fim.

Não surpreende que todos os estudos com credibilidade apoiem o fato de que as crianças vão melhor na escola, vivem vidas mais saudáveis e se tornam contribuintes melhores para a sociedade quando criadas tanto por uma mãe quanto por um pai no mesmo lar. A sociedade agora está vendo os resultados do "divórcio causal" dos anos 70 e "os filhos fora do matrimônio" dos anos 80, agora que os filhos desta geração têm todos estes problemas psicológicos.

A família é a célula fundamental da sociedade. A família - e através dela a sociedade - têm sua fonte e origem no casamento. O casamento tem como dever a geração e educação de prole.

Como expressão básica da natureza social do homem, o casamento existe somente entre um homem e uma mulher, que, por meio da entrega pessoal de si ao outro, perfectibilizam um ao outro numa comunhão de pessoas. Este desenvolvimento humano dos cônjuges, e a criação adequada de crianças que são fruto destas uniões, dão uma contribuição imensa ao bem comum. Não é necessário ter qualquer religião em particular ou pertencer a um partido político em particular para se reconhecer isto, ou que a família baseada no casamento é o melhor meio de se criarem crianças felizes e produtivas.

César Augustus, um pagão, tentou fortalecer a sociedade romana proibindo por lei o adultério e a sodomia e encorajando o casamento tradicional e a procriação. Ele compreendeu que há uma coisa chamada moralidade pública. O imperador Augusto viu isto, mas era tarde demais para vencer a licença sexual da República Romana tardia. Esta foi a verdadeira razão pela qual ela desabou. Esperemos que o mesmo não aconteça na Rússia.

Dadas as evidências acachapantes sobre a homossexualidade e sua tendência a minarem os fundamentos da família, os casais de mesmo sexo não devem ter quaisquer direitos legais. Pelo contrário, deve-se fazer vigorosa oposição a isto. São Paulo nos diz que a "aberração" da homossexualidade é tanto a prova quanto o resultado da exclusão de Deus da atenção coletiva e da vida social. A postura cristã sobre a homossexualidade da modernidade deve distinguir o respeito devido às pessoas e o necessário repúdio a uma ideologia exaltada da homossexualidade.

Ao se defender o casamento tradicional, a família e ao se renunciarem as práticas homossexuais, não se limitam, antes, se defendem, a liberdade e a dignidade realista e autenticamente compreendidas.


Temos que acreditar na família, nos valores, na vida. Só um conselho, tomem cuidado também para não pegar qualquer "uma" por aí, só acreditem naquelas que ainda ruborizam.

Robson Miranda

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pensamentos...

Selecionei algumas frases aos amigos leitores, espero que analisem cada uma delas e a pratiquem, se for o caso.

Uma me chamou atenção e encanto particular, confesso que a levarei para a eternidade... "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.
(Eduardo Girão)"

A coisa mais difícil do mundo é conhecermo-nos a nós mesmos, e a mais fácil é falar mal dos outros.
(Tales de Mileto)

Pretextos.- Nunca te faltarão para deixares de cumprir os teus deveres. Que abundância de razões… sem razão! Não pares a considerá-las.- Repele-as e cumpre a tua obrigação.
(Josemaria Escrivá)

Quanto mais curioso se torna o homem por conhecer a vida alheia, tanto mais relaxado se torna para consertar a sua própria.
(Santo Agostinho)


És curioso e coscuvilheiro, bisbilhoteiro e intrometido. Não tens vergonha de ser, até nos defeitos, tão pouco masculino? Sê homem. – E esses desejos de saber da vida dos outros, troca-os por desejos e realidades de conhecimento próprio.
(Josemaria Escrivá)


Robson Miranda.

Ou é ou não é.....




Ou é ou não é...já dizia Mário Ferreira Santos.

Não gosto de publicar textos que não escrevo, mas eu concordo plenamente com as palavras desse texto.


Nos tempos em que os homens tinham um mínimo de brio, conseguiam respeitar o ponto de vista do outro, sem se magoar e posar de “ofendidos” - pois sabiam que ser um homem autêntico é ter uma autonomia moral e intelectual que poderia levá-los a defender posições que nem sempre seriam populares - poucos se importavam com a tal “imparcialidade”. O que realmente importava era o certo, o bom, o nobre, o verdadeiro.


O imparcial de hoje é quem, ao falar ou escrever, evita a todo custo ferir os caprichinhos e hipersensibilidades dos defensores da mentalidade hegemônica. Sem pusilanimidade, é impossível agradar a bebês quarentões e moleques aposentados.


Tente fugir do consensão das grandes redes, dos grandes partidos, dos grandes agentes históricos que querem mandar no mundo. Tente arranhar o confortável arremedo de verdade que dá aquela falsa segurança e massageia o ego das massas. Você será o manipulador, o tendencioso, o parcial, o desonesto, o brigão, o fanático, etc. Rótulos odiosos o aguardam. ( Por Edson Camargo ) ´

Já estou acostumado com os estigmas, o folclorismo que estamos sujeitos. Bob Marley já dizia:..."Vocês riem de mim por que sou diferente, eu rio de vocês porque são todos iguais!"...

Prefiro a sinceridade de poucos, a politicagem de muitos...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MULHERES DO MUNDO....





OS PAPÉIS DESEMPENHADOS PELAS MULHERES - NO PLANO SECRETO ÓBVIO - DEMONSTRA O INTERESSE VORAZ DE ESTAR NO LUGAR DAQUEL'OUTRA, POSSÍVEL AMIGA, "SEI LÁ", QUE INOCENTEMENTE, NÃO PERCEBE QUE ESTÁ SENDO VÍTIMA.... AQUELA ESTÁ LOUCAMENTE DESESPERADA PARA ASSUMIR O SEU LUGAR, DE MÃE, DE ESPOSA, DE AMANTE, E VOU MAIS ALÉM...DE MULHER BEM SUCEDIDA NA PSEUDO SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS.

VAMOS TOMAR CUIDADO, O QUE MAIS TEM AI É D'ANGOLA, COCÁ, CAIPIRA, MESTIÇA....POIS SEMPRE OS HOMENS QUE SUCUBEM...

VAMOS REFLETIR..
"O Lula deixou para Dilma uma verdadeira herança maldita. Ela teve que cortar o orçamento profundamente e hoje as obras estão paradas. Uma vergonha o que está acontecendo. O petismo é muito hábil em falar das obras, vender as ideias e não mostrar o fracasso (Aleluia)


Só isso! Monstruosas palavras!!

Opinião.....


Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante.”

Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952).

Essa pensamento é oportuno para explicar o monstruoso fato que aconteceu ontem no Rio de Janeiro. A mídia, o governo, estão tentando manipular e transferir a ação individual de um sujeito doentio à um fato que nada tem a ver com ele.

Voltar a falar no desarmamento, é retroceder a mais cruel coerção contras todos os homens de bem que tem o direito de se proteger, ao menos, contra esses doentios que por aí vivem. Não estou aqui fazendo apologia ao uso de armas de fogo, mas não quero também que banalizem o uso desta, e restrinja apenas a militares e bandidos, que com certeza continuarão a fazer uso destes, com estatudo ou não.


Nos EUA onde se compram armas como se compram bananas aqui, estudos revelam que o indice de criminalidade é de 15 para cada 100 mil habitantes, já no Brasil onde o acesso é um dos mais complicados do mundo, esse número é de 50 para cada 100 mil habitantes. Temos que combater a impunidade e, não o cidadão de bem que tem todo o direito de defesa.


..."Um dia destes uma senhora viu dois rapazes entrarem em seu terreno e gritou que iria atirar. Eles acharam que era brincadeira e prometeram entrar e violentar a mesma e sua filha. Bastou um disparo para os dois saírem voando. E se não tivesse um arma? E se ocorrer com sua esposa, mãe, filhas?"....


Vamos refletir sobre isso, os oportunistas de plantão estão à solta.

Robson Miranda...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Reflexões Matinais....

Acordei com vontade de escrever, na quietude da manhã chega-me um dos melhores devaneios. Ao som de periquitos, e sabiás vou pensando que falta nesse mundo obscuro e alienado em que vivemos, o que falta ? Não quero responder, cada um sabe o que te faltas. Só um conselho universal, se quiser curar algum mal que te aflinge, bata de frente com o problema, só assim você resolverá ele.

Hoje fiquei de saco cheio da rotina, do cotidiano pensei em fazer algo diferente mas, falta-me a coragem, falta o sentimento principal dos reacionários o desapego das coisas. Sou muito apegado, principalmente a aquilo que me faz melhor e mais forte, vide minha família e queridos amigos, pensei em tudo que não queria mais em minha vida e quer saber?! Estou de saco cheio daqueles que não me fazem bem. Sou justo, idealizador, aguerrido, coerente, verdadeiro para aqueles que me fazem bem já não me interessa mais os outros. Viva la vida!


Estou estudando antropologia, percorri milhares de páginas dos livros do Roberto da Matta, me senti com um intelecto minúsculo, sem lucidez. Seus livros são inebriantes, confesso que me interessa muito essa área, não fosse a paixão e a vontade de atuar como profissional na área que escolhi para ser, confesso que me habilitaria a mais de graduação. Estou lendo, três livros de cada um aprendo uma coisa, de Osho adquiro serenidade, de Burky sua sabedoria e Campos lucidez.


Vamos viver como se fosse viver para sempre. Não existe nesse mundo algo mais importante que os valores, a família, a vida. Nada é mais sério, mais profundo, mais consistente, mais grandioso que esses valores, que estão sendo desprezado pela mediocridade em torno. Vamos viver para sermos patrimonio das nossas familias, para que nossa obra atravesse os séculos. Quando cessemos de existir, sermos lembrados principalmente por este detalhe: aqui nasceu e viveu um dos mais autênticos e verdadeiros homem dessa família.

" Cansei de gente chata...."

Robson Miranda Araújo Guanaes...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A lição de Ali.







... a história que se passa com o genro de Maomé, Ali. Um excelente orador, cujos discursos estão entre os mais belos da literatura universal, Ali foi um fracasso total como político, mas um grande guerreiro. Conta-se que, numa das batalhas, ele encurralou um inimigo, conseguiu desarmá-lo e encostou a espada em sua garganta. O inimigo então o xingou; ele ficou perplexo, colocou a espada na bainha e foi embora. Em seguida, o inimigo diz: " você está com a espada na minha garganta, me derrotou, e só porque o xingo... venci você com um xingamento?" Ele diz: " não, não é isso, é que fiquei com raiva de você, e se o matasse, eu não seria mais um guerreiro, seria um assassino, porque o teria matado por raiva pessoal e não tenho nada contra você. Isso aqui é guerra.."

Esse rebaixamento geral das expectativas, dos valores da vida, é um dado constante na sociedade brasileira e é um tremendo desestímulo. Faz com que haja no processo educacional muitos fenômenos de aborto, de indivíduos que vão se desenvolvendo até certo ponto e de repente têm uma crise, um pânico. Uma crise muito comum é a do indivíduo que percebe que, quando está percebendo algo, sabendo algo que os outros não sabem ou não percebem, cria-se uma dificuldade de comunicação. Por exemplo, se você é muito apegado a seu grupo de amigos de juventude, não pode se educar, porque ou você os educa a todos juntos ou vai amadurecer mais do que eles e eles vão se tornar uns chatos para você e não vão gostar mais de você. A educação tem esse preço, aquele que sabe não é facilmente compreendido pelo que não sabe. Muitas pessoas, quando constatam isso, recuam ou caem no seu processo educacional e se castram espiritualmente, para não perder amizades ou apoio familiar, que evidentemente não valem a pena.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Idiossincrasias....

Vou caminhando...

Minha vida interior é muito mais intensa que a exterior...

Os que me veem não me entendem....

Nem eu me entendo...

Sempre me elevando.....

Parecendo menor, aos olhos....

Dos que não sabem voar...

Vivo minha vida, sigo minha verdade...

Errei, acertei, errei, acertei...

Sinto que a cada dia me torno melhor....

Mais forte...

Aguerrido....

Justo...

Idealizador....

São tantas coisas findas....

Que já estou com saudades de mim...

Do meu próprio eu...

Robson Miranda...

Complexo de Vira Latas.





Nelson Rodrigues já dizia há muito tempo que, o brasileiro sofre de um complexo endêmico de inferioridade, é um vira-lata por inteiro. Demorou muito tempo, para que eu entendesse essa frase, após estudar e refutar antropologicamente a narrativa dos brasileiros pude perceber essa idiossincrasia.

É notório, evidente todos os dias ocorrem o complexo de vira-lata. No Brasil, artigo de luxo é sinal de nobreza, engraçado é que na Europa ser "chique", nobre, é curtir as bujingagas africanas, conhecer o Burkina Faso e passear no Egito. No campo político, é visível nosso complexo ancestral, o que se vê aqui é sempre o contrário de todo o mundo desenvolvido, o brasileiro é quem trabalha para os políticos, não o contrário. Ser político no Brasil é status, em vez de ser dever. Quer dizer, pagamos um salário para esses venturosos, apostamos nossa confiança, sustentamos esses sanguessugas, e no final nós que pedimos favor a eles?! Que inversão de conduta não acham?

Engraçado, se experimentássemos adotar um exemplo nórdico, especialmente, da Noruega onde políticos não são remunerados, quantas pessoas se habilitariam para concorrer ao pleito? Acho que poucas. Essa é a evidência clara do complexo de vira-latas, viver em manadas, seguindo pastores que são manadas, ora bolas, é simples se somos os patrões deles porque o contrário é que acontece? Na Estônia, país pobre, mas desenvolvidos em aspectos culturais, é diferente eles que concorrem entre si para que a população os aprove.

Não podemos esperar muito dos vira-latas, geralmente são presunçosos, marcados por um complexo de inferioridade tremendo, sempre ostentando títulos desmerecidos para sustentar uma superioridade patética. Nesse país, o carro, como na época medieval onde o cavalo era sinal de nobreza, se tornou símbolo de status, como pode, vivemos constantemente em engarrafamentos gigantescos, não temos ainda as estradas, os preceitos e já temos os carros, os corolários. Quantos vira-latas?!

O patrimônio público já demonstra ninguém nesse país respeita o que é de todos, é só freqüentar uma praça pública, um banheiro, procurar um orelhão, geralmente estão acabados, sucateados pela ação contínua de vira-latas.

Herança maldita portuguesa, sinais dos tempos da coroa portuguesa, povo mercantilista, incapaz de distinguir o belo do bonito, nem tudo que reluz é ouro.

Num país onde o programa com maior cota de patrocínios é o BBB Brasil ( Big Bosta Brasil), fica complicado exigir das pessoas. Assistir diariamente vagabundos que comem e dormem e ainda ouvir ainda serem chamados de heróis, sendo que verdadeiros heróis sobrevivem com menos de um salário mínimo que lhe permitam uma vida digna, são chamados de vagabundos, é complicado tirar o ranço de vira-latas ostentando título de pastor alemão.

Coitados desses pobres vira-latas(a raça), ser comparado a esses porcos. Querias tu, parecer com esses cachorrinhos simpatissíssimos, sempre alegre e afetuosos.

Robson Miranda.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Roberto Romano: “Nossa sociedade não respeita o que é público”






Professor de Filosofia e Ética Política na Unicamp, Roberto Romano acredita que o povo brasileiro ainda está aprendendo a viver em grandes sociedades urbanas. Enquanto isso não ocorre, segundo ele, persiste a falta de respeito com o patrimônio público e os demais cidadãos. Confira a entrevista concedida ontem, desde São Paulo, por telefone:

Zero Hora – Falta civilidade ao brasileiro?

Roberto Romano – Como em todas as relações sociais, há um movimento de imitação. Quando você tem um sistema político onde o recurso público é usado para fins privados, você tem uma sociedade onde o que é público não merece respeito. Pode estragar, quebrar. Nossa sociedade não tem o costume de respeitar o que é público e elege governantes que também não respeitam. É um espelhamento.

ZH – O cidadão não se sente responsável pelo espaço que é público?

Romano – Exatamente, é algo que não é assunto dele. É território de caça, de aventura. Não existe norma pública que seja respeitada, e o maior exemplo disso é o trânsito. Na faculdade de Sociologia, no primeiro ano aprendemos que existe uma coisa chamada expectativa de reciprocidade de comportamento. Se você entra numa rua, você espera que o outro venha pela mão dele. Mas isso não é visto em sua plenitude aqui no Brasil.

ZH – Essa falta de civilidade vem aumentando ou está diminuindo?

Romano – O fato é que ainda vivemos o rescaldo da urbanização no brasil. Nós tínhamos a cultura rural, ou de pequenas cidades, onde todos se conheciam e as relações eram mais pessoais. Havia relação de autoridade com os fazendeiros, com o padre, o juiz. Desde os anos 50, o Brasil entrou em uma onda rapidíssima de urbanização.

ZH – O senhor quer dizer que ainda não aprendemos a viver em cidades?

Romano – Exatamente. Saímos do sertão e não nos adaptamos ainda ao ritmo das grandes urbes. Somos manadas de pessoas que não têm padrões de comportamento coletivo. Na Europa, as cidades têm 2 mil anos. Os EUA também tiveram uma urbanização rápida, mas a nossa foi mais tardia. Tem pessoas que ocupam determinados status sociais, mas não sabem o que fazer com ele. Temos uma classe média violenta, que só conhece o poder do dinheiro ou da força física. Se tem um salário razoável, um carro importado, o resto não existe.

ZH – O senhor acredita ser possível um avanço em curto prazo?

Romano – Não. É um processo civilizatório, e ainda estamos vivendo as dores do parto de uma sociedade urbana. Vamos sentir essas dores enquanto não conseguirmos criar padrões de comportamento de massa civilizados.

Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A beleza das MULHERES...




Não tenho nada contra as mulheres, aliás devo reiterar que sou apaixonado por elas.

Mas, por mulher de verdade. Não essas que por aí vagam, que estão acabando de verdade com as mulheres direitas, ainda existem é claro, mulheres de verdade. Mulheres que se encaixam na personagem da Lady, a mulher dos Gentlemans, não falo em mulheres futeis, mas mulheres refinadas, exaustivamente meiga, cheia de brilho, não apegada a coisas provincianas.

A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.

A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra

A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.

Não tenham medo da idade, vocês ficam melhores com mais idade. Quando chegam às bodas da vida , recebem a vantagem de permitir-se saborear melhor um dos poucos prazeres - VIVER A VIDA (sem cacoetes de menina nova) - que sobrevivem à desconstrução da juventude passageira.

Parabéns para todas que conseguem sobreviver a desconstrução desse mundo maluco,e se manter intactas. São as respostas verdadeiras para todos os cretinos que por aí vivem.

Beijos no Coração.

Robson Miranda.


Dê sempre o melhor

E o melhor virá...

2011.






Essa é a mensagem para o início de 2011.

É preciso muita inteireza de alma para ser íntegro e não se deixar submergir na maré das idéias feitas e do caos indiferenciado da massa dos tolos.

Vou me limitar as minhas palavras, pois acho que estão virando retórica para alguns. Não quero ser melhor que ninguém , nem vivo para isso, busco ser um homem melhor, idealizador, aguerrido, honesto..verdadeiro comigo mesmo...

..."O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo." (Clarice Lispecto)

Publico esse texto que para mim é uma das maiores mensagens do Seneca. Desfrutem.


CORRER RISCOS


Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

Seneca
(orador romano)


Só não esqueça a máxima de Jesus Cristo: " Não dai pérolas aos porcos"


Muita Paz, esse 2011 está promissor para todos nós.