
Em Economia, especificamente, ao estudarmos as estruturas de mercados, temos a oportunidade de conhecer e correlacionar essas estruturas com o mundo real. Vou ser menos técnico, para que fique mais didático esse texto.
A estrutura de mercado chamada Concorrência Perfeita, tem algumas premissas básicas, dentre elas, destaco algumas para entendermos e relacionar com o objetivo desse artigo: é um tipo ou estrutura de mercado onde existe um grande número de produtores e consumidores. Numa situação de concorrência perfeita nenhuma empresa pode, por si só, influenciar o mercado. O conjunto das empresas é quem determina a oferta de mercado, a qual interagindo com a demanda, determina o preço de equilíbrio. Independentemente da quantidade que uma empresa produz, essa empresa terá obrigatoriamente que vender a sua produção ao preço determinado pelo mercado.
Entendendo essa estrutura de mercado, agora poderemos confrontar com o objetivo do artigo. A reserva de mercado na economia,para ser objetivo tem um objetivo único: proteger determinado segmento de mercado da concorrência. Qualquer segmento que detem reserva de mercado, perde a caracteristica de um mercado concorrencial, e ganha carater monopolístico.
Então qual a relação entre Reserva de Mercado das Profissões e Estrutura de Mercado, perguntaria um leitor atento, veremos. A prática de criar associações para controlar a oferta de uma profissão e assim controlar os ganhos, remonta a idade média com as corporações de ofício. Essas práticas mantinham os preços altos porém estrangulavam a inovação do mercado e mantinham todos em uma situação mais pobre. Note atento leitor, que isso continua acontecendo nos dias atuais. Como em qualquer mercado, uma concorrência menor faz com que a qualidade do produto caia e seus preços subam.
Como já foi dito acima, diminuir a competitividade de um mercado raramente se reflete em aumento de qualidade. Com a obrigatoriedade do diploma, faculdades podem passar a valorizar mais o canudo do que passar conhecimentos que de fato tornarão o estudante um profissional melhor. Isso também estimula o já inchado mercado de cursos de qualidade duvidosa a despejará profissionais menos qualificados todo ano. Prova disso, é a última prova da OAB( Ordem dos Advogados do Brasil), apenas 4% dos inscritos foram aprovados, e a grande maioria os 96%, não estudaram nada durante os cinco anos de graduação, ou, essa prova ou regulação de mercado é apenas um meio de monopolizar a oferta e assim manter uma situação monopolistica de mercado.
Se temos faculdades incapazes de produzir um número razoável de bacharéis aptos ao exercício da profissão, eis que 96% por cento dos seus egressos são considerados ineptos, então temos diante de nós um escândalo colossal, da magnitude de bilhões de reais, dignas de provocar o impeachment da presidente e do seu ministro da educação.
Imaginem se essa cartelização adentre outras profissões, como um músico por exemplo: um sujeito que tem múltiplos talentos e o "dom" da voz, dos instrumentos, fique sem exercer sua profissão, por não possuir um simples diploma de música, ou, uma carteira que nada atesta sobre sua qualidade. Teríamos que ouvir, sujeitos péssimos, e sem qualidade, pelo simples fato de possuir uma carteira profissional.
Há conselhos que cobram R$ 400,00 por ano de uma categoria que possui 500 mil profissionais! Convenhamos, R$ 2 bilhões anuais, "tax free", é uma receita razoável...
O que existem, sim, são os monopolios de direito, que por isto mesmo, de fato se tornam. Em outras palavras, o monopólio tem como se sustentar quando funciona sob a proteção do estado, como por exemplo, são os próprios atuais advogados aqueles que decidem quantos e quais serão os novos concorrentes, sem que a população tenha como interferir de alguma maneira.
Outro exemplo prático, um operador de bolsa de valores, a grande maioria não são Economistas, e certamente, a maioria entende mais de mercado de ações e futuros, do que muitos Economistas.Se houvesse, reserva de mercado nesse segmento, péssimos operadores de bolsa de valores, mas protegidos por carteiras profissionais, iriam colocar no mercado profissionais medíocres e despejar ao desemprego exímios profissionais.
Enfim, vamos deixar o mercado julgar as nossas competências técnicas. Perder o medo da concorrência e acabar com o protecionismo exagerado. Como acontece na música, nos serviços de eletrônica, nos medicamentos, entre outros.

Bravo! Esse meu amigo é brilhante.
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