domingo, 26 de maio de 2013
A economia pede socorro.
Tenho lido em muitos artigos, jornais e revistas da temática a perigosa afirmação de quem sem nenhum conhecimento técnico ficam professando por aí. Nos últimos 10 anos, é consenso entre os economistas que o crescimento econômico, sobretudo, do Brasil porque é o assunto da temática foi oriundo da crescente explosão de consumo chinês, sobretudo, por nossas comodities. Atribuir esse crescimento a qualquer outro fator é falacioso, até países com Nepal, Azerbaijão, apresentaram índices altos de crescimento.
Pois é, a farra e explosão de demanda chinesa, foi enfraquecendo e logo a política desastrosa econômica atual, fora mostrando seus impactos. Ao analisar dados técnicos, observa-se claramente o endividamento do setor industrial nacional, sufocadas por uma carga tributária nociva, por leis trabalhistas punitivas, por dificuldades logísticas, burocráticas, o chamado custo Brasil, esse setor além de ter que "conviver" com esses quesitos, ainda tem que concorrer com indústrias estrangeiras que não possuem esses custos, e estão inseridas em um ambiente de cadeia produtiva global, com cada vez menos custos e mais produtividade. Os dados nos mostram, todos os setores industrial está em apuros, a análise minuciosa dos dados relata que, exceto, o setor de aviação, isso agradeça a EMBRAER que já conseguiu se inserir em um novo modelo de produtividade, denota um cenário desastroso para a economia brasileira.
O modelo de crescimento brasileiro, é importante frisar isso, foi caracterizado por uma política cambial desvalorizada, ou seja, nossa moeda é enfraquecida em relação a moeda externa o que resulta em um aumento das exportações. Isso causou um ciclo vicioso para as empresários locais porque ficaram "viciados" nesse tipo de modelo, mas outros países e aí entre os desenvolvidos, abraçados em crises internas, começaram também a desvalorizar suas moedas, para competir com outras economias.
Internamente, vivemos um ambiente de volta inflacionária as medidas adotadas pelo BACEN, não conseguem mais estancar a alta dos preços, e para um país que já viveu esse dragão qualquer perigo se torna uma preocupação grande. Além disso, em vez de estimular a atividade industrial com medidas prudentes, o governo federal persiste em aumentar sua política social, eu me pergunto onde será que isso vai parar? Porque o lastro que sustenta tudo isso, as empresas, que pagam onerosos impostos estão em crise, e de onde será que o governo vai gerar receita?
Será preciso repensar um modelo de desenvolvimento, a onda de crescimento mundial já passou e a grande maiores dos países começam a sentir os efeitos perversos das crises econômicas e as medidas austeras já estão sendo tomadas. Um alerta já estão nos números, eles nos mostram que nossa economia apresenta pífios índices de crescimento, todos os setores da economia apresentam déficits, além da perigosa alta inflacionária.
Estamos vivendo um período crucial e as escolhas de hoje serão imprescindíveis para os resultados de amanhã.
Refutem.
Robson Miranda.
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Concordo em partes. Mostrou domínio técnico, mas sua paixão e sua ideologia te estigmatizou. Mas, seu pensamento é caceteiro, e muito didático.
ResponderExcluirParabéns.
Abraços,
Cláudio Cajado.