terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A lição do Pequeno Príncipe.





No livro, a raposa ensina ao Pequeno Príncipe a importante lição de que as coisas só ganham sentido quando se conhece a amizade. O Pequeno Príncipe compreende que apesar de o mundo ter milhares de rosas, a rosa de seu planeta era única, pois somente ela era mantenedora de seu amor, de seu afeto.
É estranho conceber que o processo de individuação não esteja ligado única e exclusivamente ao próprio sujeito que busca este estágio, mas tornar-se individuo só é possível quando existe o outro. Não é possível ser único, se não for para alguém.
Voltando à lição da raposa, ela diz: “o essencial é invisível aos olhos”. A individualidade se faz nas pequenas coisas, nos detalhes que muitas vezes são esquecidos. É através do afeto direcionado ao objeto que faz com que ele se torne diferente dos demais objetos. Um jeito de sorrir, um pequeno defeito, ou mesmo uma mania apaixonante são os reais responsáveis por que o sujeito possa ser, então, considerado único. Do contrário, sem estes atestados de afeto tão simples e quase imperceptíveis, todo o resto seria desperdiçado e o indivíduo não passaria de mais um entre muitos.
Como diz o Pequeno Príncipe, “o que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar”. Quando ganhamos um presente, ele carrega o sorriso de quem o deu, a expectativa no desembrulhar. Se fosse somente o presente em si, este não seria nada além de uma casca.
Poucos são os capazes de desfrutar destes pequenos detalhes, a maioria acaba acreditando que estas cascas são o conteúdo que buscam. Nunca encontrarão felicidade, viverão nessa eterna busca que não chega a lugar algum. Mas sobre isso, prefiro que o próprio Pequeno Príncipe dê seu conselho:

“_ Os homens de teu planeta cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...”
“_ E, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa, ou num poço de água.”
“_ Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração...”

POR, THIAGO TAVARES.









PUBLICO MAIS UMA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO DO DILETO AMIGO THIAGO TAVARES, COMPARTILHOU COMIGO UM EXCELENTE ARTIGO DO KANITZ, ASSIM COMO ELE ADMINISTRADOR DE EMPRESAS...

MUITO ESCLARECEDOR ESSE ARTIGO, ASSIM COMO EU, NÓS SABEMOS QUE É COM DEDICAÇÃO E TREINO EXAUSTIVO QUE ENCONTRAMOS A PLENITUDE MÁXIMA... LEIAM!!


* Thiago Tavares é Administrador Empresas, pela UNEB ( Universidade Estadual da Bahia), crítico político, fazendo especialização nos Estados Unidos, onde já reside há 02 anos.




Escrever um bom artigo é bem mais fácil do que
a maioria das pessoas pensa. No meu caso, português foi sempre a minha pior matéria. Meu professor de português, o velho Sales, deve estar se revirando na cova.

Ele que dizia que eu jamais seria lido por alguém. Portanto, se você sente que nunca poderá escrever, não desanime, eu sentia a mesma coisa na sua idade.

Escrever bem pode ser um dom para poetas e literatos, mas a maioria de nós está apta para escrever um simples artigo, um resumo, uma redação tosca das próprias idéias, sem mexer com literatura nem com grandes emoções humanas.

O segredo de um bom artigo não é talento, mas dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples. Cada colunista tem os seus padrões. Eu vou detalhar alguns dos meus e espero que sejam úteis para você também.

1. Eu sempre escrevo tendo uma nítida imagem da pessoa para quem eu estou escrevendo. Na maioria dos meus artigos para a Veja, por exemplo, eu normalmente imagino alguém com 16 anos de idade ou um pai de família.

Alguns escritores e jornalistas escrevem pensando nos seus chefes, outros escrevem pensando num outro colunista que querem superar, alguns escrevem sem pensar em alguém especificamente.

A maioria escreve pensando em todo mundo, querendo explicar tudo a todos ao mesmo tempo, algo na minha opinião meio impossível. Ter uma imagem do leitor ajuda a lembrar que não dá para escrever para todos no mesmo artigo. Você vai ter que escolher o seu público alvo de cada vez, e escrever quantos artigos forem necessários para convencer todos os grupos. O mundo está emburrecendo porque a TV em massa e os grandes jornais não conseguem mais explicar quase nada, justamente porque escrevem para todo mundo ao mesmo tempo. E aí, nenhum das centenas de grupos que compõem a sociedade brasileira entende direito o que está acontecendo no país, ou o que está sendo proposto pelo articulista. Os poucos que entendem não saem plenamente ou suficientemente convencidos para mudar alguma coisa.
2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são. Se você for jovem, você é presa fácil para este estilo, porque todo jovem quer se incluir na sociedade.

Mas não o faça pela erudição, que é sempre conhecimento de segunda mão. Escreva as suas experiências únicas, as suas pesquisas bem sucedidas, ou os erros que já cometeu.

Querer se mostrar é sempre uma tentação, nem eu consigo resistir de vez em quando de citar um Rousseau ou Karl Marx. Mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade. Querer se exibir nem fica bem.

Resumindo, não caia nessa tentação, leitores odeiam ser chamados de burros. Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer. Seu objetivo será deixar o seu leitor, no final da leitura, tão informado quanto você, pelo menos na questão apresentada.

Portanto, o objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova idéia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.

3. Reescrevo cada artigo, em média, 40 vezes. Releio 40 vezes, seria a frase mais correta porque na maioria das vezes só mudo uma ou outra palavra, troco a ordem de um parágrafo ou elimino uma frase, processo que leva praticamente um mês.

Ninguém tem coragem de cortar tudo o que tem de ser cortado numa única passada. Parece tudo tão perfeito, tudo tão essencial. Por isto, os cortes são feitos aos poucos.

Depois tem a leitura para cuidar das vírgulas, do estilo, da concordância, das palavras repetidas e assim por diante. Para nós, pobres mortais, não dá para fazer tudo de uma vez só, como os literatos.

Melhor partir para a especialização, fazendo uma tarefa BEM FEITA por vez.

Pensando bem, meus artigos são mais esculpidos do que escritos. Quarenta vezes talvez seja desnecessário para quem for escrever numa revista menos abrangente. Vinte das minhas releituras são devido a Veja, com seu público heterogêneo onde não posso ofender ninguém.

Por exemplo, escrevi um artigo "Em terra de cego quem tem um olho é rei". É uma análise sociológica do Brasil e tive de me preocupar com quem poderia se sentir ofendido com cada frase.

O Presidente Lula, apesar do artigo não ter nada a ver com ele, poderia achar que é uma crítica pessoal? Ou um leitor achar que é uma indireta contra este governo? Devo então mudar o título ou quem lê o artigo inteiro percebe que o recado é totalmente outro?

Este é o tipo de problema que eu tenho, e espero que um dia você tenha também.

O meu primeiro rascunho é escrito quando tenho uma inspiração, que ocorre a qualquer momento lendo uma idéia num livro, uma frase boba no jornal ou uma declaração infeliz de um ministro. Às vezes, eu tenho um bom título e nada mais para começar. Inspiração significa que você tem um bom início, o meio e dois bons argumentos. O fechamento vem depois.

Uma vez escrito o rascunho, ele fica de molho por algum tempo, uma semana, até um mês. O artigo tem de ficar de molho por algum tempo. Isso é muito importante.

Escrever de véspera é escrever lixo na certa. Por isto, nossa imprensa vem piorando cada vez mais, e com a internet nem de véspera se escreve mais. Internet de conteúdo é uma ficção. A não ser que tenha sido escrito pelo próprio protagonista da notícia, não um intermediário.

A segunda leitura só vem uma semana ou um mês depois e é sempre uma surpresa. Tem frases que nem você mais entende, tem parágrafos ridículos, mas que pelo jeito foi você mesmo que escreveu. Tem frases ditas com ódio, que soam exageradas e infantis, coisa de adolescente frustrado com o mundo. A única solução é sair apagando.

O artigo vai melhorando aos poucos com cada releitura, com o acréscimo de novas idéias, ou melhores maneiras de descrever uma idéia já escrita.

Estas soluções e melhorias vão aparecendo no carro, no cinema ou na casa de um amigo. Por isto, os artigos andam comigo no meu Palm Top, para estarem sempre à disposição.

Normalmente, nas primeiras releituras tiro excessos de emoção. Para que taxar alguém de neoliberal, só para denegri-lo? Por que dar uma alfinetada extra? É abuso do seu poder, embora muitos colunistas fazem destas alfinetadas a sua razão de escrever.

Vão existir neoliberais moderados entre os seus leitores e por que torná-los inimigos à toa? Vá com calma com suas afirmações preconceituosas, seu espaço não é uma tribuna de difamação.

4. Isto leva à regra mais importante de todas: você normalmente quer convencer alguém que tem uma convicção contrária à sua. Se você quer mudar o mundo você terá que começar convencendo os conservadores a mudar.

Dezenas de jornalistas e colunistas desperdiçam as suas vidas e a de milhares de árvores, ao serem tão sectários e ideológicos que acabam sendo lidos somente pelos já convertidos. Não vão acabar nem mudando o bairro, somente semeando ódio e cizânia.

Quando detecto a ideologia de um jornalista eu deixo de ler a sua coluna de imediato. Afinal, quero alguém imparcial noticiando os fatos, não o militante de um partido. Se for para ler ideologia, prefiro ir direto na fonte, seja Karl Marx ou Milton Friedman. Pelo menos, eles sabiam o que estavam escrevendo.

É muito mais fácil escrever para a sua galera cativa, sabendo que você vai receber aplausos a cada "Fora Governo" e "Fora FMI". Mas resista à tentação, o mercado já está lotado deste tipo de escritor e jornalista. Economizaríamos milhares de árvores e tempo se graças a um artigo seu, o Governo ou o FMI mudassem de idéia.
5. Cada idéia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Muitas vezes, eu tento encaixar ainda uma terceira versão.

Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.

Informação é redundância. Você tem que dar mais informação do que o estritamente necessário. Eu odeio aqueles mapas de sítio de amigo que se você errar uma indicação você estará perdido para sempre. Imagine uma instrução tipo: "se você passar o posto de gasolina, volte, porque você ultrapassou o nosso sítio".

Ou seja, repeti acima uma idéia mais ou menos quatro vezes, e mesmo assim muita gente ainda não vai saber o que quer dizer "redundância" e muitos nunca vão seguir este conselho.

Neste mesmo exemplo acima também misturei teoria e dois exemplos práticos. Teoria é que informação para ser transmitida precisa de alguma redundância, o posto de gasolina foi um exemplo.

Não sei porque tanto intelectual teórico não consegue dar a nós, pobres mortais, um único exemplo do que ele está expondo. Eu me recuso a ler intelectual que só fica na teoria, suspeito sempre que ele vive numa redoma de vidro.

6. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Se ele chegar à mesma conclusão, você terá um aliado. Se você apresentar a sua conclusão, terá um desconfiado.

Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes, e parar por aí. Se o leitor for esperto, ele fará o passo seguinte, chegará à terrível conclusão por si só, e se sentirá um gênio.

Se você fizer todo o trabalho sozinho, o gênio será você, mas você não mudará o mundo, e perderá os aliados que quer ter.

Num artigo sobre erros graves de um famoso Ministro, fiquei na dúvida se deveria sugerir que ele fosse preso e nos pagar pelo prejuízo de 20 bilhões que causou, uma acusação que poderia até gerar um processo na justiça por difamação.

Por isto, deixei a última frase de fora. Mostrei o artigo a um amigo economista antes de publicá-lo, e qual não foi a minha surpresa quando ele disse indignado: "um ministro desses deveria ser preso". A última frase nem foi necessária.

Portanto, não menospreze o seu leitor. Você não estará escrevendo para perfeitos idiotas e seus leitores vão achar seus artigos estimulantes. Vão achar que você os fez pensar.

7. O sétimo truque não é meu, aprendi num curso de redação. O professor exigia que escrevêssemos um texto de quatro páginas. Feita a tarefa, pedia que tudo fosse reescrito em duas páginas sem perder conteúdo.
Parecia impossível, mas normalmente conseguíamos. Têm frases mais curtas, têm formas mais econômicas, tem muita lingüiça para retirar.

Em dois meses aprendemos a ser mais concisos, diretos, e achar soluções mais curtas. Depois, éramos obrigados a reescrever tudo aquilo novamente em uma única página, agora sim perdendo parte do conteúdo.
Protesto geral, toda frase era preciosa, não dava para tirar absolutamente nada. Mas isto nos obrigava a determinar o que de fato era essencial ao argumento, e o que não era.

Graças a esse treino, a maioria das pessoas me acha extremamente inteligente, o que lamentavelmente não sou, fui um aluno médio a vida inteira. O que o pessoal se impressiona é com a quantidade de informação relevante que consigo colocar numa única página de artigo, e isto minha gente não é inteligência, é treino.

Portanto, mãos à obra. Boa sorte e mudem o mundo com suas pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.

POR, KANITZ.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Falsas Simpatias.








"O homem de palavra fácil e personalidade agradável raras vezes é homem de bem." (Confúcio)


Agradeço aos benévolos amigos por sempre terem aceito em sua grei uma personalidade controvertida.

Já dizia Shakespeare: "O ser fiel a si mesmo pode, naturalmente, incomodar uma quantidade ponderável de pessoas e de grupos."

Estou inspirado a falar como nosso mestre Jesus Cristo, falando por parábolas mas, para quem tem feeling e pensamento aguçado consegue interpretar o sentido das palavras professadas.


Ao recorrer a uma opinião de um dileto amigo, ele me aconselhou: você precisa ser um administrador de um belo sorriso, não diria falso, mas se camuflar perante as adversidades e do não gostar.

Saí desanimado. A receita era altamente idiossincrática. Funcionava para o dileto amigo, proprietário de carisma e inquilino do exótico. Seria desastre certo para um conservador tipico inglês e encabulado tecnocrata. Sempre preferi a diligência das formigas à displicência da cigarras.

Mas, sempre vou agir como os mulçumanos que descalçam suas sandálias na porta da mesquita, para não contaminá-la com a poeira, o barro e o estrume das ruas.

Homem superior é aquele que começa por pôr em prática as suas palavras e em seguida fala de acordo com as suas acções.
(Confúcio)


Posso até perder "amigos", mas a sinceridade me faz ganhar IRMÂOS para a eternidade.

Ahh e DIGA NÃO AS DROGAS!!

Beijos no Coração....

Robson Miranda...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Educação Brasileira.








Saíram os resultados de 2009 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa. Dos 65 países examinados, o Brasil ficou em 53º lugar em leitura e 57% em matemática. Nossa colocação no levantamento pode parecer frustrante, mas veja o lado bom da coisa: se os estudantes brasileiros continuarem nessa progressão intelectual, em poucos anos alcançarão os estudantes de países desenvolvidos como Trinidad e Tobago, Cazaquistão e Azerbaijão.


Piada né?! A mísera educação da rede pública, somada a tendenciosa educação da rede privada, formam alunos fazedores de contas e leitores sem discernimento.

Em novembro de 2009, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram uma emenda à Constituição que obriga os pais a entregar os filhos de quatro anos à escola (atualmente o MEC exige a guarda intelectual dos brasileirinhos aos seis anos). O leitor dirá: "Certíssimo. O Estado tem a obrigação de garantir educação e quanto mais cedo melhor". A educação estatal é um direito, recitará o leitor. Mas eu não tenho a liberdade de rejeitar esse direito e educar meus filhos em casa, longe da fábrica de burros que é a escola, pública ou privada, pois posso ir para a cadeia por tal gesto antipatriótico.


Pasmem nobres leitores, a perspectiva segundo a PISA é que em 20 anos o país vai passar para o patamar médio. Pasmem ainda, vamos ser medíocres. Que beleza, não?

Enquanto países como Coreida do Sul, Japão, Austrália, até o Chile nosso vizinho, possui CR( Coeficiente de Rendimento Escolar) acima de 90%, acreditem em 20 anos o Brasil vai chegar ao patamar medíocre.


Desse jeito, vou suar o que for, junto com a futura mãe para que nossos filhos estudem em Lisboa, Estocolmo, Santiago, Berlim...Para que formemos HOMENS de VERDADE, não meros fazedores de contas e leitores passivos.

Como nos ensinou Paulo Freire, educar é um ato político.


Vamos refletir sobre isso!!

Saudações Cordiais,

Robson Miranda.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A sabedoria de Mário Ferreira Santos.





Esse país é muito engraçado um verdadeiro circo que no picadeiro se encontram vários palhaços, e na platéia milhões de bajuladores que aplaudem tudo que os palhaços fazem.

O mais espantoso é que esses "cavalos marinhos" conseguem destruir e relegar ao ostracismo, aqueles grandes formadores de opiniões, homens que conseguem ser acima de seu tempo. Homens estes, que dizem a verdade antes do tempo.

Talvez esse seja o grande medo dos "patetas", o medo da informação, da educação esmerada, do conhecimento, do discernimento, talvez com esses atributos certamente o picaderio estaria cheio, mas a platéia estaria também cheia de gente que vaiariam com muita veemencia, e como todos sabem: Sem público não há espetáculo.

Peço a licença de publicar nesse humilde espaço um trecho da obra de Mário Ferreira Santos, tenho certeza que muitos dos que lerão essa publicação, nunca ouviram falar desse "monstro" nacional, um homem que viveu para devolver ao país a inteligência sufocada, viveu para ratificar a verdadeira essência do homem na Terra, apreciar as obras de Mário Ferreira Santos é inebriante, esclarecedor, uma luz nesta treva ignara que o país vive.

Segue um pequeno trecho de uma palestra de Mário Ferreira no Instituto Teológico Salesiano - São Paulo realizada (07/03/1967).


Certa ocasião eu passei por uma experiência muito séria, eu tenho me dedicado mais a dar aulas para grupos isolados, nunca me preocupei em ser professor de escola alguma, aliás faço isso deliberadamente porque tenho um modo de ver, de sentir e de pensar muito pessoais e não gosto de entrar em choques com os outros, gosto de respeitar a idéia alheia e naturalmente isto dentro de uma universidade é difícil, porque tem o seu programa, a sua orientação e eu não concordo, por exemplo, eu não dou aulas de filosofia de menos de três horas, o aluno que não pode suportar três horas não deve estudar filosofia, é o meu modo de sentir, de pensar e de ver.

De maneira que eu tenho uma vida isolada, dedicada apenas ao ensino particular, mas faço a minha ação pastoral, faço a minha catequese, porque no meu curso aparecem homens de todas as tendências, vindos de todos os setores, materialistas, ateus, e eu procuro dar-lhes uma fé, uma visão mais profunda. Eu passei por uma experiência que foi uma grande para mim e que talvez os senhores, dela possam aproveitar muito para a sua vida futura, quando se dedicarem a vida apostolar. Eu tinha um aluno, que era um dos meus melhores alunos, dos mais inteligentes, que havia revelado o maior talento para a filosofia, e me parecia que ele aceitava plenamente tudo o que eu propunha e dava em aula. Um dia ele pediu um encontro particular, veio a minha casa e me disse: “professor, eu quero avisar-lhe que vou deixar de freqüentar as suas aulas”, “pois não, qual é o motivo?” perguntei, ele respondeu: “eu quero ser-lhe franco, eu perdi a fé, eu não creio mais, não posso admitir nenhum fundamento na religião, no cristianismo, primeiro porque Cristo para mim não tem nenhum sentido histórico, Cristo não existiu, Cristo é uma invenção”.

Prosseguiu dizendo que tinha perdido completamente a fé em Cristo, que Cristo não tinha mais nenhum sentido para ele e que nesta vida devia se procurar os frutos que ela pode dar porque só aqui é que vamos colhê-los, porque a outra não existia. Ele estava completamente descrente. “Bem, - eu disse para o jovem – fico muito satisfeito por um lado e triste por outro. Triste por saber que você chegou a este ponto, mas satisfeito pela sua atitude honesta de vir comunicar-me esta sua posição atual, mas me permita que fale um pouco, que lhe diga alguma coisa”. Ele disse: “professor não adianta, se o senhor vai querer pregar alguma coisa para mim não adianta mais, porque eu estou decidido, já escolhi”. Eu disse-lhe: “não tem importância, mas me deixa falar”.

Disse: “então vamos examinar Cristo por um ângulo fora da religião, vamos examinar Cristo pelo ângulo puramente estético”. Olhamos assim os personagens criados pela literatura através dos tempos e veremos que nenhum desses personagens, você pode escolher qualquer um, o que quiser, Lohengrin. Don Quixote, etc., nenhuma desses personagens apresenta a grandeza da vida de Cristo. Naturalmente não vou relatar os detalhes da conversa, não há necessidade. Falei sobre a vida de Cristo, a grandeza de Cristo, a sua primeira manifestação nas bodas de Caná, Cristo ante a adúltera, Cristo nas suas pregações, Cristo através de todo tempo, etc. Mostrei para ele, por exemplo, que Don Quixote adequava-se a uma determina época, mas não teria sentido, por exemplo, dentro da sociedade atual. Mas que observasse que também por exemplo, a “Crítica da razão pura” de Kant estaria adequada a época em que foi feita, imagine ela feita na época das Cruzadas, não teria nenhum sentido, nenhuma adequação com a época. Prossegui: “podemos citar vários exemplos dessa espécie, que é um aspecto histórico, mas você observa que Cristo não tem essa historicidade, que Cristo vence a história, que Cristo podia vir hoje, que Cristo podia ainda hoje estar pregando, que Cristo podia estar seguindo pelos caminhos do mundo a pregar para as multidões, a apurá-las a fazer o bem, Cristo é eternamente atual, tem uma atualidade que ultrapassa ao tempo. Além de que você não pode negar que Cristo corresponde perfeitamente ao arquétipo que você tem, que você deve ter, que é humano, o arquétipo do grande santo, o arquetipo do grande herói, o arquetipo do grande sábio. Nós vemos Cristo representar este arquetipo em todos os aspectos, você não pode me negar a verdade arquetípica de Cristo. Ele corresponde a estes arquetipos, você não pode ofender Cristo, você não pode chegar a negar o valor deste homem, você teria que reconhecer que esta personagem se tivesse existido você lhe prestaria homenagem.”


Ele foi concordando, não podia deixar de concordar, então eu fui prosseguindo e disse: “vamos aceitar, vamos partir, meu amigo, da verdade arquetípica de Cristo, como o maior exemplo do sábio, do santo e do herói. Basta-me isto para que possamos daí levar avante e recuperar o que você perdeu.” “Eu aceito tudo isso, mas a historicidade dele, não.” “Mas não preciso da historicidade dele, Cristo é uma verdade humana dentro de todos nós, todos nós o desejamos, todos nós o queremos, todos nós queremos este sábio, este santo, este herói, todos nós marchamos para ele. Você pode negar a historicidade como quiser, mas você não pode negar a si mesmo, não pode negar a sua própria realidade, é o seu coração que pede, é todo o seu ser que clama por isso, você gostaria que fosse assim, você queria um mundo cristão, você queria um mundo em que os homens se amassem uns aos outros, você queria um mundo em que todos se compreendessem, um mundo de reconciliações, um mundo em que os homens se reconciliassem com a vida e uns com os outros, você não pode negar que tem que sentir este desejo, isto também é uma arquetipo dentro de você, é uma arquetipo social que você tem”.



Ele não pode negar, não podia negar porque era honesto, já o fora na atitude que havia tomado para comigo e assim tinha que prosseguir. Este homem foi recuperado, voltou-lhe a fé, ele reencontrou a fé através dos arquetipos. Hoje esse aluno está cursando um Seminário.

O homem superior....





LI ESSE TEXTO EM ALGUM LUGAR E GOSTEI...




O homem superior poderia ser representado pelo personagem de Will Smith em "À procura da felicidade", Chris Gardner (Will Smith) enfrenta sérios problemas financeiros e é abandonado pela esposa e acaba ficando sozinho com o filho. Quem não se emocionou na cena do banheiro onde Chris e seu filho tem que dormir no banheiro de uma estação de trem, pois os dois tinham acabado de ser despejados de seu lar por falta de pagamento. Chris segura a porta do banheiro enquanto seu filho pega no sono, logo chegam pessoas batendo na porta do banheiro querendo usá-lo, Chris rapidamente tapa os ouvidos do filho pra ele não acordar e chora pedindo pra deus para aquilo acabar logo e aquelas pessoas saírem dali.

Sim, me emocionei muito com a cena, acredito que muitos também se sentiram na pele de Chris, se sentiram na jornada do personagem (detalhe: a historia é baseada em fatos reais).

Outro bom representante do homem superior é o Detetive John Hartigan, personagem de Bruce Willis em Sin City, que após 30 anos de serviço à justiça decide abandonar a profissão, e é um dos poucos (senão o único) policial honesto de toda a corporação. Hartigan prefere morrer a falhar no seu trabalho sempre com a justiça acima de tudo, acaba tendo que tirar a própria vida pra salvar um inocente.

Hartigan não queria dinheiro, fama, nada do tipo. Ele só queria fazer seu trabalho e viver uma vida de paz e simplicidade.

O Capitão Roberto Nascimento tem uma jornada dura de trabalho junto com estresse e decisões quase impossíveis a se tomar para não arriscar a vida de seu batalhão e nem a de inocentes.

Um homem comum não teria o controle emocional e nem a força de pensamento do cap. Nascimento para ter que enfrentar bandidos depois de ver que seu amigo foi rebaixado de posto, logo depois morto e seu filho baleado é muito duro pra uma pessoa só. Nenhum homem comum conseguiria ter força no meio de tanta dor.

Eu poderia fazer uma lista enorme com vários filmes com personagens que retratam a figura do Homem Superior, mas não é esse o meu propósito. O que esses homens têm em comum senão a vontade de vencer seus objetivos, tomar decisões meramente impossíveis, lutar contra eles mesmos, buscar força onde possa parecer impossível se ter força, superar limites?

Se você não entendeu o que eu estou querendo dizer aqui, é por que talvez não seja de sua natureza querer ser esse homem ou pior, você possa acreditar que seja esse homem, mas o que você não entende é que esse homem não se torna superior da noite pro dia.

O homem superior não busca popularidade ou mesmo fama. Esse homem busca viver em paz com simplicidade, fazer o melhor no seu trabalho (por mais sofrido que seja), dar o melhor para sua família, amar sua mulher como se fosse o ultimo dia de sua vida. Ele sente que precisa fazer isso, já nasceu com ele, é como se fosse parte dele.

Por mais triste, dramática, dura, difícil, trabalhosa, estressante que foram à vida destes homens, eles nunca se deixaram abalar totalmente. Só assim é que se forma o modo de pensar e de vida do verdadeiro homem.

Só nas dificuldades é que ele desperta, renascem e crescem. Enfrentar as barreiras que a vida coloca é extremamente natural, ficar choramingando feito um bebe, não. A melhor universidade é a vida, isso faculdade nenhuma te ensina.

Se você é um cara que estuda, se esforça não se envolve com coisas erradas, não se envolve com pessoas erradas, respeita seus pais e familiares, respeita a vida, a natureza; como você pode ser um fracassado? Só por que aquela gostosinha não te da bola ou porque você não é um pegador?

Esqueça essa idéia de que você é um fracassado, pare de choramingar. As dificuldades estão ai para você vencer elas e não o contrario. Pare com essa inveja do cafajeste, o cafajeste é um fraco, ele só é forte enquanto não se prende a alguém, mas quando se prende ele mostra o quanto ele é fraco.


"Se você não estiver disposto a ser forte e não for interiormente corajoso, é melhor desistir de ser macho e virar uma borboleta... ou então mude de idéia e se disponha a adquirir coragem.

Vejo muitos caras achando que as mulheres vão se apaixonar por eles apenas por piedade. Acreditam que basta dar-lhes amor e, assim, a retribuição será automática. Estão perdidos.

Se você pensa que basta ser bonzinho para ser reconhecido. ..está perdido. Jogue sua cabeça no vaso sanitário e dê descarga para o bem das gerações futuras." (Nessahan Alita).

O Cafajeste é escravo do próprio pênis seu destino já é certo. Graças ao liberalismo sexual (nada contra, mas na pratica ele é confundido com libertinagem sexual), o cafajeste não existiria, pois o cafajeste é um subproduto da liberdade sexual. O cafajeste se aproveita do feminismo para conseguir o maior numero de mulheres. Ele faz parte do sistema liberal sexual assim como a promiscua.

Não saia do seu foco de vida por uma paixão sem sentido, as coisas estão difíceis hoje, mas podem melhorar amanhã. Ocupem-se quando coisas ruins vierem a sua cabeça. Leia um livro, assista a um filme, ouça sua banda favorita, pratique um esporte.

Trabalhe seu auto-respeito seja superior ao cafajeste e ao homem bonzinho romântico. Se você assim como eu tem essa natureza, se você assim como eu tem esse valor então amigo siga firme. Você não tem nada a perder, acredite.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A exploração estatal do erotismo é característica inconfundível dos regimes totalitários e revolucionários.







Por que devemos consentir em continuar chamando de "Sua Excelência, o Senhor Ministro da Educação" um semianalfabeto que não sabe sequer soletrar a palavra "cabeçalho"? Por que devemos continuar adornando com o título de "Sua Excelência, o Senhor Ministro da Defesa" um civil bocó que se fantasia de general sem nem saber que com isso comete ilegalidade? Por que devemos honrar sob a denominação de "Sua Excelência, o Senhor Ministro da Cultura" um pateta sem cultura nenhuma? Por que devemos curvar-nos ante a magnificência presidencial de um pervertido que se gaba de ter tentado estuprar um companheiro de cela e diz sentir nostalgia do tempo em que os meninos do Nordeste tinham - se é que tinham - relações sexuais com cabritas e jumentas?


Essas criaturas, é certo, têm o direito legal a formas de tratamento que as elevam acima do comum dos mortais, mas até quando nossos nervos suportarão o exercício supremamente antinatural e doentio de fingir respeito a pessoas que não merecem respeito nenhum, que só emporcalham com suas presenças grotescas os cargos que ocupam? Respeito, afinal de contas, é noção hierárquica: sem o senso da distinção entre o melhor e o pior, o alto e o baixo, o excelso e o vulgar, não há respeito possível.

Nietzsche já observava: Quem não sabe desprezar não sabe respeitar. Se um sujeito que só merece desprezo aparece envergando um uniforme, ostentando um título, exibindo um crachá que o diz merecedor de respeito, estamos obviamente sofrendo uma agressão psicológica, um ataque de estimulação contraditória, ou dissonância cognitiva, que esfrangalha o cérebro mais vigoroso e reduz ao estado de cãezinhos de Pavlov as mentes mais lúcidas e equilibradas.

Um povo submetido a esse regime perde todo senso de gradação valorativa, todo discernimento moral. Prolongado o tratamento para além de um certo ponto, a sociedade entra num estado de desmoralização completa, de apatia, de indiferentismo, onde só os mais cínicos e desavergonhados podem sobreviver e prosperar.

Mas não é só nas pessoas que o encarnam que o presente governo é uma usina de estimulações desmoralizantes. Impondo a sodomia como o mais sacrossanto e incriticável dos atos, as invasões de terras como modalidade superior de justiça fundiária, o abortismo como dever de caridade cristã, a distribuição de pornografia às crianças como alta obrigação pedagógica, Suas Excrescências estão fazendo o que podem para sufocar, na alma do povo brasileiro, toda capacidade de distinguir entre o bem e o mal e até a vontade de perceber essa distinção.

Nunca, na história de país nenhum, se viu uma degradação moral tão rápida, tão geral e avassaladora. Os crimes mais hediondos, as traições mais flagrantes, os escândalos mais intoleráveis são aceitos por toda parte não só com indiferença, mas com um risinho de cumplicidade cínica que, nesse ambiente, vale como prova de realismo e maturidade.

Em cima de tudo, posam as personalidades mais feias e disformes, ante as quais mesmo homens sem interesses obscuros em jogo se sentem obrigados a debulhar-se em louvores e rapapés.

Num panorama tão abjeto, destacam-se quase como um ato de heroísmo as manifestações de desrespeito ostensivo com que os estudantes da Universidade de Brasília saudaram, na inauguração do "beijódromo", o presidente da República, seu ministro da Incultura e o reitor José Geraldo Souza Júnior.

Que é um "beijódromo", afinal? Idéia suína concebida na década de 60 por Darci Ribeiro, um dos intelectuais mais festeiros e irresponsáveis que já nasceram neste País, então deslumbrado com a doutrina marcusiana da gandaia geral como arma da revolução comunista, o "beijódromo" é um estímulo à transformação da universidade em espaço lúdico-erótico onde um governo de vigaristas possa obter ganhos publicitários explorando calhordamente os instintos lúbricos da população estudantil, assim desviada dos deveres mais óbvios que tem para consigo mesma e para com o País.

Meu caro amigo Reinaldo Azevedo assim resumiu o caso: "Um estado totalitário reprime o tesão. Um estado demagogo o estatiza." Peço vênia para discordar. Excetuados os países islâmicos, só alguns regimes autoritários, de natureza transitória, ousaram impor a repressão sexual.

A exploração estatal do erotismo é característica inconfundível dos regimes totalitários e revolucionários. Quem tenha dúvida fará bem em percorrer as 650 páginas do estudo magistral de E. Michael Jones, Libido Dominandi: Sexual Liberation and Political Control (St. Augustine's Press, 2000). O "beijódromo" é a cristalização mais patente de um totalitarismo em gestação.

Os gritos e insultos com que Lula foi recebido por estudantes que querem algo mais que pão, circo e orgasmo refletem um fundo de sanidade que ainda resta na alma popular: nem todos os cérebros, neste País, estão perfeitamente adestrados na arte de bajular o que não presta.

Esse protesto impremeditado, espontâneo, sem cor ideológica definida, traz a todos os brasileiros a mais urgente das mensagens: no estado de degradação pomposa a que chegamos, só uma vigorosa falta de respeito pode nos salvar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Carta a um jovem...




Meu jovem amigo,

Recebi a sua carta, na forma de e-mail, e decidi responde-la porque me pareceu muito pertinente e oportuna. Os pontos que você nela levanta são os mesmo que os pares de sua geração o fazem: estamos imersos em um mundo de mentira sistemática e é muito difícil para os jovens discernir entre o erro e o acerto, a verdade e a mentira, o justo e o injusto.

Digo-lhe isso com muita convicção, pois tenho filhos praticamente da sua idade, que levantam os mesmo problemas e as mesmas dúvidas. Casualmente uma de minhas filhas cursa o segundo ano de Direito na Faculdade São Francisco, em São Paulo, e o objeto da sua missiva tem sido tema de discussões recorrentes e inesgotáveis.

O seu primeiro ponto, sobre as exigências que lhe fazem sobre a coerência de idéias, é algo bastante comum entre os militantes de esquerda. O que eu posso lhe dar é o testemunho da minha própria existência: sempre mudei. Já fui ateu, comunista, petista, estatista, social-democrata, tudo. Na verdade, é preciso mudar, pois a cada fase da existência alcançamos graus superiores de consciência que freqüentemente negam as antigas convicções. Isso é uma normalidade, é o processo de educação humana em ação. Não se pode exigir que um jovem na faixa dos vinte anos tenha a maturidade e a experiência de alguém com o dobro da sua idade. A cada momento a sua consciência se amplia. Se você for uma pessoa saudável e capaz de auto-desenvolvimento, esse processo será completo.

Quando mudar, então? Quando sua convicção interior lhe recomendar que mude. Não há outro juiz. É você mesmo quem deve saber quando mudar. O processo de aprendizado é algo muito solitário e ninguém de fora pode fazer muito, exceto lhe colocar diante dos olhos os produtos mais refinados do conhecimento humano – das letras e das artes. Se esses conhecimentos poderão ser digeridos e transformados em saber, é uma questão em aberto, que varia de indivíduo para indivíduo.

O fato é que nem todas as verdades são para todos os ouvidos. E só no tempo certo e preparado estamos abertos para as verdades superiores. Lembre-se do alerta do próprio Cristo: “Não dai pérolas aos porcos”.

O que os ideólogos de esquerda querem é que você permaneça usando a linguagem e os cacoetes de um adolescente por toda a vida; é essa a coerência que lhe exigem. Portanto, digo-lhe: jamais seja coerente, cresça na medida em que o tempo lhe fluir e que possa ter mais acesso às fontes do verdadeiro conhecimento. Esqueça essa exigência da coerência burra e infantil, que apenas atesta isso: é a coerência dos beócios, que jamais conseguem sair da idade mental da primeira infância.

Quanto ao fato de dizerem que você não tem personalidade por mudar, é exatamente o contrário: personalidade é individualidade e singularidade. Viver dizendo palavras de ordem e cumprindo o que os falsos gurus determinam é o oposto de ter personalidade própria. Apenas aqueles que mudam é que podem construir uma personalidade para si. Como um indivíduo que parou na primeira infância pode ter uma personalidade? Não pode, por definição. Não passa de uma consciência abortada. Ter personalidade é tornar-se adulto e passar a julgar o mundo e as pessoas pela sua própria ótica. É um supremo exercício de liberdade.

Mude, mude sempre. Siga a sua consciência. Mas advirto: é preciso coragem, pois você irá contrariar o senso comum, você sairá do calor do rebanho dos tolos e medrosos e passará a ter uma existência mais solitária, o que colocará a sua coragem a prova a cada instante. Ser um indivíduo diferenciado é exercer a liberdade, o que significa que deve enfrentar o mundo, o que equivale a enfrentar o Mal. Quem não forma o rebanho ora é visto como um pastor, ora é visto como um lobo que ameaça. É preciso muita inteireza de alma para ser íntegro e não se deixar submergir na maré das idéias feitas e do caos indiferenciado da massa dos tolos.

Você pergunta se “será um pecado ou grande erro mudar de idéia”. É precisamente o contrário. O erro é não mudar. Aqueles que têm compromisso com a Verdade precisam mudar permanentemente, pois conquistar graus elevados de consciência não é algo que se faça de um golpe só, é um processo contínuo que a cada instante exige o abandono das verdades parciais antigas. Ninguém chega à Verdade sem passar pelas dores do longo aprendizado.

É isso que torna uma criança um ser humano adulto e senhor do seu próprio destino, no pleno exercício de sua liberdade. Mude e será um indivíduo pleno.

Receba minhas cordiais saudações.

José Nivaldo Cordeiro

Humildade e Simplicidade....







Ouvi ontem um frase oportuna, acredite de um treinador de futebol, vou compartilhar com vocês....

"Há momentos que você precisa de paz, e para isso você precisa esquecer um pouca da vida.
Buscar a Deus, a religião aquilo que você acredita. Você precisa sumir um pouco da vida, se quiser essa paz. *( Muricy Ramalho, técnico do FLuminense)

Estou cansado de gente chata, gente politicamente correta, gente mesquinha, atrás de holofotes...

Quero muito mais dessa VIDA!!!

No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade e a humildade são as supremas virtudes."


Vamos esquecer essas miudezas, essas coisinhas pequenas que nos atormenta, somos maiores do que isso....


Obeserve na foto, note a pureza, simplicidade e felicidade do homem....

Grande parte das coisas boas da vida não são paupáveis, aprecie tudo, viva leve, não se leve muito a sério...e talvez, para isso você precise mesmo sumir um pouco dessa vida para perceber que essas miudezas não te levam a nada....

Seja BREVE!!! Muita coisa foi inventada antes de você nascer!!


VIVA FELIZ, VIVA SUA VIDAA!!! APROVEITE SEU DIA DA MELHOR FORMA POSSÍVEL...

ACORDE CEDINHO, OUÇA OS PÁSSAROS CANTANDO, NOTE QUANTA GENTE AO SEU REDOR VIVE FELIZ, TOME UM CAFÉ MATINAL, DÊ BOM DIA A VIDA!! SE FOR TRABALHAR, VÁ COM PRAZER, FELIZ...SE NÃO FOR, ESTIVER DE FÉRIAS, VÁ NA PRAIA, FAÇA UMA ATIVIDADE FÍSICA....

CORRA, NADE, PESQUE,PULE, RIA, REME, BRINQUE....PRATIQUE ESPORTE...TENHA QUALIDADE DE VIDA...O CAIXÃO NÃO TEM GAVETA, ACABE COM ESSA IDÉIA DE LEVAR OURO PRA SEPULTURA....VIVA, NÃO APENAS EXISTA....

VAMOS COM TUDO!!!


BEIJOS NO CORAÇÃOO!!!