quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Personificação e Tolice Exarcerbada.




Hoje no Brasil, não se pode mais discutir nada com ninguém, seja política, futebol, religião, seja lá o que você acreditar. Tudo no Brasil virou histeria, palhaçada. Na Inglaterra, país com o povo de educação esmerada e fidalga o que se vê é, uma discussão pacífica, polida e bem delineada de qualquer assunto de cunho popular, sem personificação do agente, ou, histrionismo vulgar. Julgar uma pessoa pelo fato de ser de uma posição declarada, chega ser tão rídiculo e criminal, como a segregação racial.

Pensei que estivéssemos evoluidos, maturados intelectualmente mas, o que se vê é uma cortina de cegueira que impede que separe o interlocutor do agente. Isso que me dói nesse país, as pessoas não estão preparadas para o contraponto, para um embate duro, teórico com aqueles que estão visivelmente preparados para isso, criam um fetiche maniqueísta ridiculo, quando não estigmatizam, ou folclorizam o agente não dando afirmação para sua tamanha superficialidade nos assuntos.


Estranho é, saber que num país onde todos aprendem desde cedo os grandes " cliches" da moda, a maioria ser dominada por uma visão egoísta e maniqueista de que as coisas se resolvem no silêncio. Pensei que estivéssemos evoluídos, pensando em democracia no sentido verdadeiro da palavra, mas vejo e me entristece que estamos em uma ditadura disfarçada e camuflada.


O estilo é o homem - e a distinção estilística fundamental, nos debates públicos, é entre a linguagem que apela à experiência pessoal do leitor e aquela que visa a produzir uma impressão direta, pela pura carga semântica das palavras - e dos jogos de palavras --, omitindo ou até bloqueando o acesso à experiência.

Para entrar no fato é preciso ter bagagem teórico robusta, conhecimento técnico e empírico aguçado e humildade para perceber que nossas paixões e vaidades impedem de declarar ao outro, que os fatos por ele narrado é assertivo, mas nossa educação achista e manipulada impede muitos de perceber que aquilo que se diz se mente.


O contraste maniqueísta entre os bonzinhos e os malvados, descrito nos precisos termos da propaganda petista -- e sem a mais mínima prova de que a candidata dos banqueiros seja uma digna representante dos pobres, coisa em que só um petista fanático pode acreditar --, não deixa margem a dúvidas quanto às suas preferências. Ele as expõe, novamente, na linguagem estereotipada da retórica petista, mas, em vez de fazê-lo em nome de si mesmo, apela ao plural majestático: "Queremos um país com mais justiça social, terra para os pobres, o limite de propriedade de terra, a defesa do meio ambiente, especialmente do cerrado, tão agredido pelo agronegócio." Queremos? Quem é o sujeito da frase? Evidentemente, a entidade coletiva em nome da qual dom Rixem fala: a Igreja Católica - aquela mesma que não apoiava nenhum candidato mas que, pelo milagre da contradição estupefaciente, aparece agora como adepta incondicional de Dilma Roussef.


Sim, sim, não, não", ordenava Jesus Cristo: "O mais é conversa do demônio."

Quem quer que use a linguagem da contradição estupefaciente desqualifica-se no ato, não só como pregador da doutrina de Cristo, mas como simples interlocutor honesto e digno de crédito.

Se você quer mesmo acreditar no irracional, por favor escolha algo de mais inofensivo: acredite em duendes, acredite em discos voadores, acredite em Papai Noel, mas não acredite em Dom Rixem.

Só não me personifique! Eu sou apenas um humilde aprendiz que sei dizer quando estou errado...Reflitam!

Robson Miranda Araújo Guanaes...
13/10/2010

2 comentários:

  1. Nos estamos proibidos manifestar nossas ideias principalmente se as ideias nadarem contra a corente de mediocridade vigente.

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  2. Tornou-se muito tênue a linha entre discutir e criticar. O mundo moderno com todo o seu egoísmo inflado tornou difícil para as pessoas ouvirem a opinião do outro. É muito mais fácil formular uma crítica(muitas vezes sem fundamento), expor e dizer que foi analisada, discutida, questionada. Isso virou atitude rotineira. Só temos que cuidar pra não nos contaminarmos por tanta passividade.
    Sdd, Sara Fernandez.

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