domingo, 16 de maio de 2010

A vitória dos TORIES na Inglaterra.



A vitória dos Tories, o Partido Conservador depois de 13 anos afastado do poder, traz esperança novamente ao povo inglês. David Cameron, 43 anos o mais novo Primeiro Ministro da história do povo mais civilizado do mundo, denota claramente que o desejo de mudança em face as profundas crises que estão ocorrendo no velho continente. Mas, a herança deixada pelo Partido Trabalhista é um fardo pesado para ser administrado, o deficit público, chega a números assustadores, alinhado a um pífio crescimento do PIB agravando ainda mais o problema de desemprego que arruína os países europeus.

É preciso entender bastante o que aconteceu não só na Inglaterra, mas em todos os países da Europa, exceto Alemanha, que sempre se manteve austero em política econômica e salvando sempre as economias irresponsáveis. O problema Central é que após implatanção da moeda única( EURO), os governos não poderiam mais se financiar através emissão de papel moeda, como faziam outrora,esse mecanismo agora é controlado severamente pelo BCE ( Banco Central Europeu), mas para cada ação existe uma reação. Então, o meio que os governos resolveram adotar, para manter o '' Welfare State", foi aumento dos gastos públicos,sem aumento nas receitas. A medida Keynesiana de que o aumento dos gastos públicos levará sempre o aumento do Produto da economia, foi levada a sério pelos governantes, o que consequentemente mostrou-se ser insustentaveis, por vários motivos.

São várias, mas na essência trata-se do fracasso de um sistema (welfare state) que distribuiu privilégios demais por meio do governo. Gastar mais do que se arrecada sistematicamente não é uma política sustentável. O grau de endividamento público chegou a patamares assustadores, e com os déficits explodindo por causa da crise de crédito, rolar as dívidas dos governos virou uma tarefa hercúlea. Os investidores começaram a exigir taxas de juros cada vez maiores, por conta do risco maior de default e uma expectativa de deterioração no quadro à frente. Sem drásticas reformas fiscais, a conta simplesmente não fecha.

Esses países sem dúvida estão numa situação muito mais preocupante, principalmente a Grécia e a Espanha. Mas o problema é geral na Europa, e até mesmo os Estados Unidos não escapam. O excesso de crédito no mundo, estimulado pelos próprios bancos centrais e governos, parece ter encontrado seu limite. Como o encontro com a realidade é sempre doloroso, forçando ajustes que machucam grupos de interesse, a tentação de manter a prosperidade ilusória por meio de emissão de moeda é grande demais. Mas a "solução" fácil quase nunca é a verdadeira solução. A Europa - e os americanos também - precisa voltar à realidade de mais poupança e menos consumo por meio de crédito fácil e privilégio estatal. A baixa competitividade da economia é um problema também, basicamente por causa de muitos privilégios trabalhistas.

A vitória dos Conservadores na Inglaterra, já aponta para uma nova tendência, não há mais espaço para políticas irresponsáveis e medidas populistas, precisamos voltar ao tempo dos grandes estadistas, responsáveis, sensatos e em busca de fazer o correto no momento certo mesmo correndo o risco de ser impopulista, faremos, pois a grande vaia é mil vezes mais potente, mais forte do que a grande apoteose os admiradores corrompem.

Para terminar, se todos percorressem a Obra do Senador Romano Marco Túlio de Cícero, que afirmou.."O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública. (1)

Roma não seguiu o conselho e caiu. Seguirão esses países pelo mesmo caminho?

Não há como não admirar os ingleses, um verdadeiro espetáculo de lucidez e democracia, viva os TORIES, que possam fazer uma grande gestão.

Por Robson Miranda.

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