sexta-feira, 28 de maio de 2010

Homenagem a minha Vó...






Não quero fazer desse texto um discurso de despedida, mas sim deixar para eternidade através de palavras tudo que minha vó representou na minha formação...
Em meio a lágrimas e emoções fortes, vou escrevendo tentando colocar nesse texto, todas as emoções do meu coração, pois como herdei da senhora Vó, sou sensível ao extremo...

Aprendi com minha vó, ser inteiramente DESTEMIDO, pois isso ela era. Destimida, não demonstrava medo, encarava cada desafio da vida com força, atitude e luta...Através de tantos exemplos percebi que nunca devemos perder as esperanças mesmo com tantas adversidade ...

Essa mulher valente, me ensinou todos os valores essencias para formação de um homem, aprendi que honestidade é tudo, e que sem ela tudo que se constrói, desmancha, aprendi que vale a pena lutar por aquilo que se acredita..a Senhora mais do que ninguém, acreditou no meu potencial, sempre me falava, esse Robson é danado, tu vai ser um grande homem meu filho!!

Pois é Vó, cada gesto seu eu ia aprendendo, ia tecendo meus valores, principios e meu caráter... A senhora não conseguia fingir sentimento por ninguém, quando gostava amava..Personalidade forte, exuberante, absoluta, segurava qualquer opinião com muita personalidade, mesmo que essa fosse contestada por muitos, não se retraia e intimidava, continuava segura...Aprendi com isso que, mesmo que não tenhamos aprovação de muitos, precisamos ter personalidade e ser verdadeiro com aquilo que acreditamos, isso se chama PERSONALIDADE, MEUS AMIGOS!!!

A ela devo, sobretudo, minha sensibilidade nas relações, nunca conheci uma pessoa mais sensível que ela..Nosso convívio, parecia mais uma casa de Italianos da idade média...as emoções pairavam em nossos corações...e é verdade, só vê com o coração..já dizia o Principizinho...

Ao encarar a vida dessa maneira Vozinha, me mostrou que devemos ir luta com determinação, perder com classe e vencer com ousadia...Não conheci pessoa que se doou mais para sua família que ela, não permitia de modo algum, que alguém ousasse falar de nós....

Que bom, que vi isso tudo aqui na Terra, lembro-me agora das minhas pirraças com a Senhora, sei que adorava, certaa vez, sempre me lembro com particular encanto, me perguntou porque havia parado de brincar com ela..isso me deixou tão alegre, que desse dia em diante, não parei mais de bricar, e ela continuou a fingir que não gostava...

EU TE AMO MINHA VÒ! Ahh, isso eu falava todos os dias, e a toda hora...Você mais do que ninguém me ensinou a ser HOMEM, homem de verdade, por isso que aonde for, vou levar seus ensinamentos e encarar a vida do mesmo modo que a senhora...

Acima de tudo, MEUS AMIGOS, endereço minha homenagem à Maria José Santos Miranda que, viúva solitária, educou seus três filhos e três netos. Na verdade ela nunca morrerá. Criou e educou seus filhos e netos para servirem ao Brasil, com a inteligência que, sem ela, poderiam não se ter desenvolvidos.


Vou empurrar minha carroça até sua ESTRELA...

Do seu eterno neto

Robson Miranda Araújo.

Minha Vó me ensinou isso!



"Este lugar é para você, nobre cavaleiro, que outrora, em épocas de grande glória, lutara corajosamente pelos seus ideais, com a altivez e generosidade dos cavaleiros da távola do Rei Arthur. Sim, este não é seu mundo. Os valores verdadeiros foram esquecidos. Laços de amizade e honra, subestimados. Onde estão os corações valentes, os defensores da justiça e da paz? Onde estão os corteses cavaleiros com suas reluzentes espadas, sempre dispostos a defender os frágeis e oprimidos? Foi-se o tempo em que a palavra de um homem valia mais do que qualquer tesouro, foi-se o tempo em que vivíamos gloriosamente, valorizando apenas fatos essenciais da vida. Você se sente isolado neste mundo de aparências? Procura verdadeiros amigos? Está atrás de um ideal de lealdade que há muito foi ignorado? Venha caro cavaleiro, sente-se à nossa mesa. Falemos de sonhos triunfantes..."

É tão bom viver seus planos e pertencer a ti, DEUS FIEL!

Com minha Vó aprendi que respeito, sinceridade, lealdade,benevolencia, verdade, polidez, são valores essencias a formação de um grande homem. E como sempre me disse: Serás um grande HOMEM meu neto, pois já nasceu um cavalheiro. Um rei pode até formar um NOBRE, mas nunca um CAVALHEIRO!!!

Venham demais cavalheiros, sente-se à nossa mesa!

Robson Miranda...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Porque sou Esporte Clube Vitória?



Me faço sempre um questionamentos toda vez que procuro conhecer alguma coisa, isso mesmo, e são apenas três. Porque ? Para que ? O que é?

Ser baiano é maravilhoso, é morar em um estado que irradia espiritualidade, onde as pessoas cortejam cordialidade é sentir orgulho de tanta beleza, é comer acarajé e falar "oxe, oxente, o paí ó, vei, rey" e lá se vão tantos outros, é sentir essa pluralidade de crenças, costumes e credos e conseguir mesmo assim se entender. Ah, se o Oriente Médio, viesse fazer um estágio aqui...rs

Eu me pergunto o porque de tanta gente sentir orgulho dessa nossa identidade, mostrar para todos o prazer e alegria de morar na Bahia, de fazer parte um povo querido, amável e batalhador, que faz dos problemas música, que faz da malandragem ginga e que acima de tudo que faz carnaval e festa para tudo....

Mas, tem uma coisa que me deixa entristecido com meu querido e amável povo, eu não consigo entender o motivo de sentirmos orgulho, de defender nossa terra quando alguém ousa criticar, mas ao mesmo tempo não valorizar o que temos aqui...

Valorizamos sim nosso carnaval, nossa música, nossa cultura, nossa identidade,mas, não valorizamos nosso futebol..

Tem uma música do Chiclete com Banana que diz assim: ..." tá pensando que eu não trabalho, então vá na Bahia para vê ou na casa de um baiano para saber, que o baiano é massa, o baiano é fera, o baiano trabalha e batalha e não joga a toalha e ainda sacode a galera"...

Ser baiano é valorizar seu poco suas raízes e sua essência...Ensinamos a todo o Brasil a dançar com o "Rebolation", a escrever com Jorge Amado, cantar com Caetano, Caymi e Gil, a transmitir alegria com Ivete, Chiclete, ensinamos e mostramos que a nossa felicidade está na nossa essência, não precisamos fazer tipo, nós somos assim, desse jeito, meu "REY"...

Ah, mas, para ser baiano de verdade, o sujeito tem que ir na Fonte Nova, gritar "BORA BAÊA" e aprender o que é uma paixão, com a torcida do Esporte Clube Bahia, baiano de verdade, pega busão e vai para o Barradão assistir ao Leão, e gritar é Campeão... Baiano de verdade, não fica na televisão vendo MENGÃO, porque é MENGÂO é cariocão, e para ser MENGÂO você tem que ser cariocão...

Uma vez conversando com amigos de São Paulo e Rio de Janeiro, eles me indagaram com a seguinte pergunta: Baiano, porque aqui na Bahia, vocês tem o costume de valorizar nosso futebol, o que eu vejo aqui, é muito torcedor de Flamengo, Vasco, São Paulo, porque isso? Não se vê, porventura, lá onde moramos, ninguém de nós torcendo para Vitória e Bahia, me explique.

Eu tentei explicar, mas nenhum argumento foi consistente o bastante para persuadi-los, expliquei que era de caráter hereditário, a paixão passa de pai para filho, mas isso não é prepoderante, o sujeito pode ter um pai fumante e alcoolatra e não ser os dois...Falei que poderia ser influência da mídia e coisa e talz, mas não tem lá muito fundamento, porque a GLOBO passa Escola de Samba no Carnaval e nem tampouco perdemos nossa identidade de Carnaval Popular de Rua....é,fiquei meio desconsertado com essa pergunta, mas pensando profundamente, conseguir responder internamente...

Acredito que falte identidade, falte personalidade e acima de tudo amor com seu Estado.

Já dizia o grande Jonh Kennedy: Valorize seu povo, suas raízes! E, é por isso que sou Esporte Clube Vitória, tenho respeito a minha essência e tenho identidade que será perpretada.

Quero dedicar singelas homenagens aos torcedores do Esporte Clube Bahia, que também se enquadram nesse perfil.

VIVA OS VERDADEIROS BAIANOS, OS OUTROS SÃO PELA METADE, e termino com a frase com Drumond...
" Triste são as pessoas consideradas sem ÊNFASE"


" Eu gosto de ser baiano,
Ah Ah Bahia,
Ando me pergutando é que
Quem não gostaria "

Escrito por Robson Miranda Araújo Guanaes, baiano.

terça-feira, 18 de maio de 2010

AMIGOS!!


O que está acontecendo com o ser humano???...

Tenho pensado muito a esse respeito,amanhã dizem que é o dia do amigo, pra mim amigo não tem dia , não anda na minha frente, não anda atrás de mim, muito pelo contrário,caminha ao meu lado.

Estamos em uma sociedade que parece ter esquecido o verdadeiro valor da palavra fraternidade: trate as pessoas como vc gostaria de ser tratado. Sou uma pessoa extremamente feliz , tenho amigos !!!!

Ando me perguntando o por que de tanta violência, de tanto desamor e de tanta falta de respeito a vida.

Eu poderia passar horas aqui, falando que o governo não faz nada, que existem políticos corruptos,que a impunidade reina nesse país... mas pensando ( as vezes eu penso rsrsrsrs ), cheguei a conclusão de que nós como matérias prima desse país é que devemos mudar, temos em nossas maõs o direito do voto ... está na hora de saber usá-lo com responsabilidade. Temos voz e devemos usá-la para que outras pessoas saibam da importância disso.

Acredito que somente nós pederemos mudar o futuro do nosso planeta.

Eu tento fazer a minha parte...

Faça vc a sua parte !!!

Bjs e com fé de que o amanhã será melhor !!!!!

ROBSON MIRANDA...

domingo, 16 de maio de 2010

A vitória dos TORIES na Inglaterra.



A vitória dos Tories, o Partido Conservador depois de 13 anos afastado do poder, traz esperança novamente ao povo inglês. David Cameron, 43 anos o mais novo Primeiro Ministro da história do povo mais civilizado do mundo, denota claramente que o desejo de mudança em face as profundas crises que estão ocorrendo no velho continente. Mas, a herança deixada pelo Partido Trabalhista é um fardo pesado para ser administrado, o deficit público, chega a números assustadores, alinhado a um pífio crescimento do PIB agravando ainda mais o problema de desemprego que arruína os países europeus.

É preciso entender bastante o que aconteceu não só na Inglaterra, mas em todos os países da Europa, exceto Alemanha, que sempre se manteve austero em política econômica e salvando sempre as economias irresponsáveis. O problema Central é que após implatanção da moeda única( EURO), os governos não poderiam mais se financiar através emissão de papel moeda, como faziam outrora,esse mecanismo agora é controlado severamente pelo BCE ( Banco Central Europeu), mas para cada ação existe uma reação. Então, o meio que os governos resolveram adotar, para manter o '' Welfare State", foi aumento dos gastos públicos,sem aumento nas receitas. A medida Keynesiana de que o aumento dos gastos públicos levará sempre o aumento do Produto da economia, foi levada a sério pelos governantes, o que consequentemente mostrou-se ser insustentaveis, por vários motivos.

São várias, mas na essência trata-se do fracasso de um sistema (welfare state) que distribuiu privilégios demais por meio do governo. Gastar mais do que se arrecada sistematicamente não é uma política sustentável. O grau de endividamento público chegou a patamares assustadores, e com os déficits explodindo por causa da crise de crédito, rolar as dívidas dos governos virou uma tarefa hercúlea. Os investidores começaram a exigir taxas de juros cada vez maiores, por conta do risco maior de default e uma expectativa de deterioração no quadro à frente. Sem drásticas reformas fiscais, a conta simplesmente não fecha.

Esses países sem dúvida estão numa situação muito mais preocupante, principalmente a Grécia e a Espanha. Mas o problema é geral na Europa, e até mesmo os Estados Unidos não escapam. O excesso de crédito no mundo, estimulado pelos próprios bancos centrais e governos, parece ter encontrado seu limite. Como o encontro com a realidade é sempre doloroso, forçando ajustes que machucam grupos de interesse, a tentação de manter a prosperidade ilusória por meio de emissão de moeda é grande demais. Mas a "solução" fácil quase nunca é a verdadeira solução. A Europa - e os americanos também - precisa voltar à realidade de mais poupança e menos consumo por meio de crédito fácil e privilégio estatal. A baixa competitividade da economia é um problema também, basicamente por causa de muitos privilégios trabalhistas.

A vitória dos Conservadores na Inglaterra, já aponta para uma nova tendência, não há mais espaço para políticas irresponsáveis e medidas populistas, precisamos voltar ao tempo dos grandes estadistas, responsáveis, sensatos e em busca de fazer o correto no momento certo mesmo correndo o risco de ser impopulista, faremos, pois a grande vaia é mil vezes mais potente, mais forte do que a grande apoteose os admiradores corrompem.

Para terminar, se todos percorressem a Obra do Senador Romano Marco Túlio de Cícero, que afirmou.."O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública. (1)

Roma não seguiu o conselho e caiu. Seguirão esses países pelo mesmo caminho?

Não há como não admirar os ingleses, um verdadeiro espetáculo de lucidez e democracia, viva os TORIES, que possam fazer uma grande gestão.

Por Robson Miranda.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Citando Ortega Y Gasset e Nelson Rodrigues...

“Porque este é o fato: quando chegamos aos bairros baixos do pessimismo e não achamos no universo nada que nos pareça uma afirmação capaz de nos salvar, volvem-se os olhos para as coisas miúdas do viver cotidiano, como os moribundos recordam à beira da morte toda espécie de insignificâncias que lhes aconteceram. Vemos, então, como não são as grandes coisas, os grandes prazeres, nem as grandes ambições, o que nos retém à flor da vida, e sim esse minuto de bem-estar junto a uma lareira, no inverno; esta grata sensação de um cálice de licor que bebemos; aquela maneira de pisar o solo, quando caminha, a moça gentil que não amamos, nem conhecemos; tal sutileza que o amigo engenhoso nos diz com sua boa voz costumeira. Parece-me bastante humano o sucesso de quem, desesperado, foi enforcar-se numa árvore e quando deitava a corda ao pescoço, sentiu o aroma de uma rosa que havia ao pé do tronco e não se enforcou”.

_________Ortega Y Gasset, "Meditações do Quixote"



Quando vejo que a um homem ou grupo se dirige fácil e insistente
o aplauso, surge em mim a veemente suspeita de que nesse homem
ou nesse grupo, talvez junto a dotes excelentes, haja algo sobremaneira
impuro.

Ortega y Gasset
[A rebelião das massas; Prólogo para franceses]

"Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas". ( NR)

"Vejam bem: — o imbecil não se envergonhava de o ser. Havia plena acomodação entre ele e sua insignificância. E admitia que só os “melhores” podem pensar, agir, decidir. Pois bem. O mundo foi assim, até outro dia. Há coisa de três ou quatro anos, uma telefonista aposentada me dizia: — “Eu não tenho o intelectual muito desenvolvido”. Não era queixa, era uma constatação. Santa senhora! Foi talvez a última idiota confessa do nosso tempo." ( NR )

terça-feira, 11 de maio de 2010




Eu nunca deixei a escola interferir na minha educação.” (Mark Twain)

Cerca de três mil pessoas reunidas na I Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, aprovaram proposta defendendo que “o Estado deve normatizar, controlar e fiscalizar todas as instituições de ensino sob os mesmos parâmetros e exigências aplicados no setor público”. A reivindicação deve ser incluída no Plano Nacional de Educação (PNE), documento com as principais políticas públicas educacionais dos próximos dez anos.

A idéia dos sindicalistas, professores e representantes de organizações “sociais” é interpretar legalmente a educação como um bem público, cuja oferta pela iniciativa privada deve se dar por meio de concessão. Na prática, trata-se de um controle ainda maior do Estado sobre a vida privada, ferindo inclusive a Constituição, que prevê a livre iniciativa no setor. Os empresários do setor seriam reféns do governo. Os sindicalistas acreditam que o foco na lucratividade afeta a qualidade do ensino. Talvez por isso o ensino público tenha qualidade tão excelente!

Quando a educação é uma concessão pública, surge um evidente problema: qual será a educação oficial do governo? Parece óbvio que este modelo irá incentivar todo tipo de disputa e briga entre grupos de interesse, cada um tentando vencer o “jogo democrático” para impor a sua visão de mundo. Deve a educação pública ter inclinação tradicional ou construtivista? Deve ela ter cunho religioso ou secular? Deve ela adotar a ideologia socialista ou liberal? Quais matérias merecem maior destaque na grade curricular? A uniformização do ensino público irá limitar as alternativas através do domínio de certas características. O burocrata não conta com os incentivos adequados para satisfazer os consumidores, e toda burocracia acaba optando por regras uniformes para evitar transtornos.

Ao contrário disso, o livre mercado é notório por atender todo tipo de demanda. Quanto mais pública for a educação escolar, mais uniforme ela tende a ser, ofuscando as necessidades e desejos das minorias. Basta lembrar que jornais e revistas são um importante aspecto da educação, e existem todos os tipos de linha editorial nesse setor (não por acaso, essas mesmas pessoas que defendem maior controle estatal na educação querem o tal “controle social” da imprensa, censurando a liberdade de expressão). Abolindo a escola pública, o mesmo aconteceria na área de ensino escolar, com um mercado livre fornecendo enorme variedade para os clientes. Caveat Emptor!

A educação, como os demais bens, deve ser ofertada num ambiente de livre concorrência. Quanto menos intervenção estatal, melhor. Cabe aos consumidores decidir o que presta ou não, separar o joio do trigo. A mentalidade arrogante dos burocratas e sindicalistas é a verdadeira inimiga do progresso educacional. Imbuídos da crença de que somente eles sabem qual a melhor forma de educar o povo, eles desejam controlar nos mínimos detalhes a “qualidade” do ensino. Na prática, tudo aquilo que for contra a visão uniforme e medíocre dessa gente “politicamente correta” será visto como inadequado, ainda que exista demanda por parte dos pais. Quem sabe como educar melhor seus filhos: os próprios pais, ou os sindicalistas, políticos e membros de “movimentos sociais”?

Aceitar estas mudanças propostas no Conae significa aproximar o modelo educacional brasileiro do modelo cubano. Na ilha-presídio, feudo particular dos irmãos Castro, a “educação” é vista como bem público, e o Estado manda e desmanda no setor. Os inocentes úteis comemoram: acham que a educação cubana é excelente. Na verdade, existe apenas doutrinação ideológica, e as vítimas do comunismo precisam repetir como o regime é maravilhoso, ainda que os olhos mostrem uma realidade totalmente oposta. Os cubanos aprendem a ler, mas não são livres para escolher sua leitura. E, como disse Mário Quintana, o verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler, mas não lê.

O ideal de um típico sindicalista é que todos sejam como ele, “educados” para repetir como o governo é fantástico e o livre mercado é um demônio. O maior risco, caso essa mentalidade autoritária e arrogante predomine, é seu filho ser “educado” para se tornar um desses sindicalistas, eleitor do PT. Já pensou numa coisa dessas?!

Nossa imprensa...




Hoje, saiu a esperada convocação dos jogadores que irão disputar a Copa do Mundo da África do Sul...Hoje fiquei espantado como nosso imprensa futebolística é excelente, é verdade, um das melhores do mundo por sinal...

Que bom que essa seriedade no futebol, fosse passada para os acontecimentos do mundo político, imaginem vocês se todos ficassem acompanhando resultados de decisões importantes que irão afetar nossa vida cotidiana, da mesma forma como esperamos hoje a lista do futebol....

A mesma forma que a imprensa trata os assuntos do mundo da bola, deveria tratar as aberrações oriundas da Capital Federal, mostrar, cobrar, torcer, cobrir ao vivo para que possamos ficar atentos e alertas, e torcendo como hoje para que esses fanfarrões fiquem cientes que estamos espertos e ligados, assim como o apaixonado torcedor que ficou irado com a não convocação do Neymar e Ganso, como eu...

Em nenhum lugar do mundo se vê isso, o país parado acompanhando as palavras do Dunga, nem o presidente, consegue tanta audiência ao falar do aumento do salário mínimo...Da mesma forma que cobramos Ganso e Neymar na seleção , deveríamos cobrar respeito, compromisso aos governantes desse país e ficar tão irados e participativos como no futebol...

É verdade, ainda estamos vivendo no Império Romano, o Pão e o Circo, somos distraídos por qualquer coisa, quando vamos acordar e perceber que estamos vivendo num país paternalista, patrimonialista, clientelista e repleto de burocratas vestidos de Deuses....

Vamos informar, colocar na pauta sim o futebol, nossa paixão, mas também mostrar com a mesma excelência os acontecimentos diários de Brasília e todo o país, para que no futuro próximo, termos tamanha participação na vida política como temos no futebol....

Nossa imprensa..

Robson Miranda

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Onde estão os GENTLEMAN ?




O termo inglês gentleman não possui equivalente exato em outra língua.
Provavelmente porque se trata de uma instituição essencialmente britânica. O português
gentilhomem carrega o significado de fidalgo, nobre, bem-nascido, bem-educado,
"donairoso e elegante". Também o de ocioso, bem vestido, algo de grã-fino. Não é, porém,
um termo geralmente usado. Em francês, gentilhomme ainda sugere, claramente, o
aristocrata que pertence a uma determinada classe social hereditária. "Cavaleiro" era quem
antigamente podia andar a cavalo e hoje é o "homem de sentimentos e ações nobres,
homem de boa sociedade e de educação esmerada" — o que muito mais se aproxima do
significado de gentleman. Mas a prova que o conceito é de origem indiscutivelmente
britânica está em que, até hoje, se prefere a própria palavra inglesa para sugerir a ideia de
uma personalidade de elite na moral, no caráter, na educação, no comportamento; de um
homem veraz, reto, honesto, em que se pode depositar inteira confiança. Uma das melhores
definições do que seja um gentleman me foi oferecida por um amigo, diplomata inglês, ao
acentuar que é aquela pessoa que revela consideração pelas conveniências do próximo. Um
gentleman é sempre um gentleman, dizia Dickens. Selfless and stainless ("sem egoísmo e
sem mancha"), acrescentaria Tennyson. Seria o homem que, como assinalava Chesterton,
possui o "sentido da reciprocidade", reciprocidade para com o outro...

Alguém sugeriu, alhures, que a cultura inglesa se resumiu no esforço de criação da
figura do gentleman. Foi essa a verdadeira Paideia de Eton, de Oxford e de Cambridge: a
formação do homem perfeito no caráter, e não apenas do homem instruído. Do mesmo
modo como na Grécia antiga se objetivava formar o polites e, em Roma, o cidadão (cives)
— dedicado ao serviço de sua cidade, ao trato com seus concidadãos e ao enfrentamento
estoico das rudezas da existência — a sociedade inglesa, na época do apogeu do British raj,
criou esse modelo exemplar e singular que muitas outras nações pretenderam imitar nas
suas elites. O gentleman era o centro em torno do qual girava a sociedade. Ele usufruía dos
serviços de um mordomo, o gentleman's gentleman. Era sempre acompanhado por seu
melhor amigo, o cão. Gozava do convívio de seus semelhantes nessa instituição peculiar
que é o clube, fechado estritamente à entrada de estranhos. Mais para baixo na hierarquia social, surgia a mulher do gentleman, a lady, cuja função precípua era gerar outros
gentlemen. As crianças não deviam ser vistas — porque ainda selvagens — e muito cedo
desapareciam nos internatos, depois de haverem adquirido os preceitos rudimentares da boa
educação por parte de suas nannies, suas amas.
O Partido Conservador inglês sempre postulou dever o país e o mundo serem
governados por gentlemen. Mais tarde, prosperou o Partido Trabalhista, consagrado ao
projeto absurdo de transformar toda a população, composta de common men, de gente
comum, hoi polloi, em gentlemen responsáveis pela política do país. A decadência inglesa
data dessa época... Mas o mundo superior do gentleman foi abalado de outros modos. A
começar por essa curiosa raça de americanos que, tendo originariamente gozado do
privilégio singular de serem gentlemen, preferiram fazer uma guerra de independência para
concretizar a proposta ridícula de que todos os homens nascem iguais e são susceptíveis de
alcançar a mesma meta de liberdade, responsabilidade e bem-estar.

O pensador inglês Michael Oakshott, que é velho e venerável representante (tem
80 anos!) do novo movimento liberal-conservador e uma espécie de gurú de Mrs. Tatcher,
afirma que o código essencial de moralidade britânica é a expressão: Don't be rude!, "não
seja grosseiro!", imperativo que melhor poderia ser traduzido como "não seja malcriado,
não seja cafajeste!". Oakshott gosta de contar a estória dos marinheiros do capitão Cook.
Ao desembarcarem numa das ilhas da Polinésia, o grande navegador e descobridor preveniu
a equipagem: "Lembrem-se de que os senhores são britânicos!"... Era um aviso e um
conselho moral. Tinha razão: alguns anos depois, os marinheiros do "Bounty"
desembarcaram e se deixaram seduzir pela beleza da natureza ambiente, pela amenidade do
clima edênico e pelo apelo da carne das gatinhas locais. O resultado foi o famoso motim
que acabou tragicamente...

Notai a extensão e as configurações particulares do termo, em seus refinadíssimos
pormenores e em sua acepção vulgar. Todo varão pode, em teoria, se tranformar num
gentleman. Como assinalava Burke, pode um rei criar um nobre, mas não pode fazer um
gentleman. Na porta de um W.C. público pode figurar a menção gentlemen. Mas em nosso
país basta entrar numa dessas vespasianas (como aliás em qualquer local coletivo, ônibus,
cinema, orelhão, vestíbulo de repartição ou mesmo avião de ponte-aérea), para se constatar
a raridade do fenômeno. A imundície lá impera, o barulho cafajeste, o mau cheiro — para
denunciar sua ausência. Pouco gente tomou chá em criança...

Na etimologia do termo podemos sempre lembrar as suas origens medievais. Se é
verdade que o sentido é elitista, acentuemos que o ideal do verdadeiro cavaleiro cristão —
originariamente um membro de uma Ordem de Cavalaria — era defender o fraco; proteger
a mulher; socorrer o ferido, a criança, a viúva, o inválido; fazer respeitar a justiça; perseguir
o bruto e o pérfido; matar o criminoso assaltante. O oposto do gentleman era o homem
literalmente ignóbil — aquele que não tem nobreza, que é vil, cruel e desprezível. O cardeal
Newman assinalava, no século passado, que "é quase uma definição do gentleman dizer que
é aquele que jamais faz alguém sofrer" (never inflicts pain). Acrescente-se como é
inseparável da ideia de serviço ao próximo que acompanha, como obrigação de status
social, a concepção de noblesse oblige. Essa é a verdadeira honra da nobreza consciente, o
que na verdade não contradiz, mas confirma, a ética do Super-homem proposta por
Nietzsche. Toda a história do conceito de gentleman demonstra sua evolução a partir de um
conteúdo puramente formal e exterior de classe hereditária privilegiada, orgulhosa de sua
condição, para uma apreciação mais subjetiva e espiritual em que o homem deve demostrar
seu gabarito moral pelas reações aos conflitos da vida e aos percalços da concorrência em
sociedade. Como acentuava Richard Steele em 1714, "a apelação de gentleman deve ser
afixada não às circunstâncias de um homem, mas a seu comportamento em tais
circunstâncias"...

Contrariamente à noção de honra e pundonor, entre os latinos e meridionais, que é mais afetiva e em certo sentido egoísta, narcisista, machista e implica o sentimento
tradicional de que o cavalheiro não pode sujar as mãos no trabalho manual, mas apenas usálas
para as armas, o ideal do gentleman sugere uma ética ou uma política de consideração
para com o outro. É nesse sentido que reflete em termos modernos, seculares, um
humanismo que é estoico e profundamente cristão. Como modelo da educação do perfeito
cavalheiro, numa paideia aristocrática cuja origem se poderia talvez encontrar em Platão, o
paradigma do gentleman é tal que tem aplicação universal quando por toda parte, na
política, na economia, na cultura, nos sentimos cercados de rinocerontes...

O produto dessa Paideia é o verdadeiro gentleman, impregnado de religiosidade — de uma religiosidade que não seja
ritualista, sacramentalista e supersticiosa, mas fundamentada nos imperativos racionais da ética.