
Economistas mão-de-vaca
Pessoas que se formaram em economia costumam dar menos dinheiro para caridade do que formados em outras profissões, diz um estudo dos economistas Yoram Bauman e Elaina Rose, da Universidade de Washington. O trabalho, entre outros exemplos de "evidências empíricas" da mesquinharia da profissão está citado numa reportagem do "Wall Street Journal" que tem como gancho o encontro anual da Associação Americana de Economistas, que ocorre nos primeiros finais de semana depois da virada do ano, e trata do suposto pão-durismo dos economistas. Aliás, o encontro anual da associação ocorre nesta época do ano, diz a matéria, porque os hotéis estão mais vazios e baratos.
"Você pode ser um economista se você se recusar a vender seus filhos porque eles podem valer mais no futuro" diz na reportagem um comediante que faria um show durante o encontro.
O pão-durismo seria histórico. Num jantar oferecido por Keynes, os convidados tinham de escarafunchar os ossos das aves de caça servidas _havia apenas três para onze pessoas, comentou Virginia Woolf sobre a mesa do amigo, também citada na matéria. Mas talvez fosse apenas um hábito de Cambridge, de onde saiu Keynes. Na sua autobiografia, o filósofo Bertrand Russell volta e meia conta histórias sobre a mão de vaca de seus colegas da universidade, muitos deles aristocratas, como Russell. Russell estudara em Cambridge uma geração antes de Keynes. Conta, por exemplo, que ele e seus amigos tinham cada um de levar um ovo para tomar o café da manhã nos aposentos do futuro filósofo GE Moore, desjejum "famoso pela escassez de alimentos".
Mas o americano Milton Friedman, conta também a matéria, ligava a cobrar para os repórteres que o haviam procurado.
Extraído do Blog do Vinícius....

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